Economia em baixa: Brasil deve crescer apenas 1,4% em 2014

A Comissão Econômica para America Latina e Caribe (Cepal) revisou para baixo a projeção para a economia da região para um crescimento médio de 2,2% em 2014. Os dados estão no Estudo Econômico da América Latina e do Caribe deste ano, lançado nesta segunda-feira (4), no Chile. A previsão do crescimento regional feita pela comissão em abril era de 2,7%.
O estudo indica que a desaceleração da economia observada no último trimestre de 2013 persistiu durante os primeiros meses de 2014, o que significa que a região vai crescer menos do que no ano passado, quando o avanço foi de 2,5%.
No entanto, o relatório sinaliza que a melhora gradual de algumas das maiores economias do mundo deve permitir que a tendência mude no final deste ano.
O secretário-executivo adjunto da Cepal, Antonio Prado, falou sobre os elementos que influenciaram a redução da projeção do crescimento da região:
"Basicamente existe uma perda de dinamismo nos gastos com o consumo que vinha sendo o elemento mais relevante de estímulo ao crescimento na região. Isto está acontecendo porque o crédito ao consumo está diminuindo (…) As taxas de investimento também caíram um pouco, então, este é outro elemento importante.", disse o secretário.
O economista falou também sobre a projeção para a economia brasileira.
"O Brasil está está crescendo abaixo da média da região, a nossa estimativa para o Brasil é de um crescimento de 1,4%, o da região está em 2,2%. Isto tem um impacto grande na média geral porque o Brasil tem um peso importante na composição da média da região."
O secretário-executivo adjunto da Cepal falou que o período em que a região "teve vantagens importantes por conta do crescimento dos preços das commodities" está "se esgotando". Ele mencionou que o preço dos minérios vem caindo no mercado internacional.
O economista falou também que países que vinham demandando muitas matérias-primas da região estão tendo crescimento baixo.
"O caso da China, por exemplo, que cresceu durante mais de uma década com taxas superiores a 11%, já vem há três anos crescendo a taxas abaixo dos 8% e pode chegar este ano abaixo dos 7,5%."
Antonio Prado disse ainda que a China, que "acabou se constituindo como o maior importador de matérias-primas, de minérios da região", vem diminuindo a sua demanda.
Segundo a Cepal, o Estudo Econômico da América Latina e do Caribe de 2014 analisa a performance econômica da região durante a primeira metade do ano e fornece previsões para os próximos meses.
Com RádioOnu.
Viu um congestionamento, um buraco na via ou tem uma dica? A redação apura.
Colabore com a redação