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Elis Regina: 30 anos sem a Pimentinha da música popular brasileira

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Elis Regina: 30 anos sem a Pimentinha da música popular brasileira

Elis Regina Carvalho Costa, também conhecida apenas como Elis Regina ou "Pimentinha", era e sempre será uma cantora única. Ainda nos dias de hoje ela é vista como uma das principais inspirações para os músicos brasileiros contemporâneos, a exemplo de sua filha, Maria Rita.

Apesar do sucesso estrondoso entre as décadas de 60 e 80, de ter se tornado uma referência internacional e ter gravado discos com cantores imortalizados pelo público, tais como Tom Jobim e Nara Leão, a Pimentinha, morreu jovem (aos 36 anos) em decorrência da mistura de álcool e drogas. Nesta quinta-feira (19), faz 30 anos que Elis Regina deixou este mundo.

Carreira

Durante 18 anos de carreira, Elis chegou a gravar 27 discos, 14 compactos simples e seis duplos. Tudo começou em 1963, quando sem nenhum dinheiro no bolso e com apenas 18 anos, a artista decidiu se mudar para o Rio de Janeiro. O reconhecimento só viria dois anos depois ao ganhar o 1º Festival de Música Popular Brasileira, da TV Excelsior. A música que lhe rendeu o prêmio foi "Arrastão", de Edu Lobo.

Ainda em 1965, ela foi contratada pela TV Record para apresentar ao lado de Jair Rodrigues o programa O Fino da Bossa. Com tamanha visibilidade e talento, a Pimentinha começou a fazer gravações com outros artistas brasileiros aclamados pelo público nacional e internacional, como Milton Nascimento, Belchior e Renato Teixeira.

Nove anos depois, em 1974, Elis recebeu o convite de nada mais nada menos que Antonio Carlos Jobim para gravar o disco "Elis e Tom", conquistando o carisma e apreço dos americanos. A gravação ainda lhe rendeu a oportunidade de participar do Festival de Jazz de Montreux, na Suiça.

Morte

Na manhã do dia 19 de janeiro de 1982, aos 36 anos, Elis Regina foi encontrada morta em seu apartamento, localizado no bairro do Jardins, área considerada nobre em São Paulo. A causa da morte da estrela da música brasileira foi uma combinação letal de bebidas e cocaína.

Homenagem

Nos 30 anos da morte da cantora, a gravadora Universal Records promete fazer um lançamento que irá reviver os tempos em que a artista brilhava. Será feita uma gravação inédita da música Comigo É Assim, interpretada pela da estrela da MPB, a qual foi encontrada nos arquivos da gravadora. A faixa é uma sobra do disco Elis Como e Porque, de 1969. A canção estará no álbum de raridades da caixa Elis nos Anos 60, que será lançada ainda no mês de janeiro contendo 12 CDs.

Outro projeto previsto como parte das homenagens a Elis será uma turnê nacional totalmente gratuita. Quem deverá percorrer cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Recife e Porto Alegre, será a sua própria filha, Maria Rita.

 

Da redação SuaCidade.com

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