Em crise, Microsoft vai demitir mais 2.850 funcionários

Em relatório divulgado nesta quinta-feira (28), a Microsoft anunciou que planeja demitir mais 2.850 funcionários nos próximos 12 meses.
A decisão acompanha a tendência reportada nos últimos meses: para quem não sabe, em maio, 1.850 demissões foram realizadas. De acordo com a gigante da tecnologia, as mudanças fazem parte de um plano de corte de gastos, e para isso a extinção dos cargos deverá ser finalizada até o término do ano fiscal de 2017. Ao todo, 7,4 mil funcionários já foram dispensados da companhia desde o ano passado.
Na primeira etapa, a maioria dos funcionários liberados estava ligada ao setor de smartphones, que atualmente representa menos de 3% das vendas globais do mercado. Dessa vez, no entanto, não serão apenas colaboradores da área de dispositivos móveis que sofrerão as consequências, já que a tendência é de que a onda de cortes atinja outros setores.
O documento publicado pela Microsoft pode ser lido na íntegra aqui.
Processos
A Microsoft está enfrentando mais dois novos processos sobre as táticas utilizadas para a atualização do Windows 10.
A medida que a data para atualização gratuita se aproximou, a empresa é acusada de forçar os usuários a realizarem o upgrade em suas máquinas. Em muitos casos, mesmo recusando o novo sistema, usuários relataram que seus PCs foram atualizados.
O primeiro dos novos processos foi aberto na Corte Distrital dos Estados Unidos, na Flórida. A ação alega que os avisos de atualização do Windows 10 "violam as leis que regem anúncios eletrônicos não solicitados". O processo também afirma que as táticas utilizadas da Microsoft são contra as regras da Comissão de Comércio Federal sobre práticas enganosas e abusivas.
O segundo processo foi aberto em junho, em Israel, e alega que a Microsoft instalou o Windows 10 em computadores sem o consentimento dos usuários. No início deste ano, uma mulher na Califórnia ganhou US$ 10 mil da Microsoft após a justiça determinar que a empresa instalou o Windows 10 sem a autorização da usuária, acarretando danos profissionais.
Em comunicado, a Microsoft afirmou que "acredita que os processos não têm base e que conseguirão ser bem-sucedidos no tribunal". A companhia também salientou que a atualização para o Windows 10 é "uma escolha, não uma exigência" e que fornece suporte adequado para os usuários que enfrentam problemas.
Vale ressaltar que a atualização gratuita do Windows 10 a partir do Windows 7 e Windows 8.1 termina nesta sexta-feira (29).
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