Empresário nega formação de cartel, mas deve responder por falso testemunho

O segundo dia de oitivas da Comissão Parlamentar de inquérito dos combustíveis (CPI) na Assembleia Legislativa do Maranhão foi marcado pelo depoimento do empresário do setor, Carlos Gustavo de Paiva, que nega a formação de cartel em São Luís. Isso, apesar das gravações telefônicas de 2011, em que ele aparece combinando preços de combustíveis. Agora, o dono de posto deve responder também por falso testemunho.
Já o gerente da rede de postos da Petrobrás do Maranhão, José de Almeida Barreto, esclareceu durante o interrogatório que fornecedores têm pouca ou nenhuma influência nos preços praticados nas bombas e que o preço varia conforme o mercado.
O terceiro convocado e ex- presidente do Sindicato dos Revendedores de Combustíveis, Dileno de Jesus da Silva, não compareceu e pode ter mais problemas, considerando que o nome dele também está arrolado no inquérito de 2011.
No primeiro dia de oitivas, a CPI ouviu o revendedor de combustíveis Hélio Viana. Em depoimento, Hélio descartou a possibilidade da criação de um cartel na capital do estado. Segundo ele os revendedores não quiseram ultrapassar o valor de R$ 3,00.
Desde o dia 11 de março, os consumidores da capital sentem no bolso o aumento inesperado no preço do combustível. O litro passou ao mesmo tempo de R$2,79 para R$2,99, em grande parte dos postos de combustível.
O deputado Othelino Neto (PC do B) preside a comissão. O vice-presidente é o deputado André Fufuca (PSD) e o relator, o deputado César Pires (DEM).O Ministério Público, que já investiga o caso, também será chamado para contribuir com informações.
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