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Escola da ONU em Gaza com 3 mil pessoas é atacada durante a madrugada dessa quarta (30)

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Escola da ONU em Gaza com 3 mil pessoas é atacada durante a madrugada dessa quarta (30)

As Nações Unidas condenaram mais um ataque a uma escola da organização em Gaza. Em comunicado, o chefe da Agência de Assistência a Refugiados Palestinos (Unrwa), Pierre Kraehenbuehl, disse que o local abrigava cerca de 3,3 mil pessoas na hora do bombardeio. O ataque ao mercado de Shejaiya (subúrbio da cidade de Gaza) ocorreu durante uma breve trégua humanitária declarada por Israel em sua guerra implacável contra o movimento islâmico Hamas.

Pierre Kraehenbuehl informou que entre as vítimas estão mulheres e crianças que morreram enquanto dormiam. A Unrwa ainda não tem o número exato de mortos, mas pelo menos 15 pessoas teriam morrido e dezenas ficaram feridas.

Kraehenbuehl informou que pelas avaliações preliminares, a escola foi atingida por artilharia israelense. Segundo ele, os refugiados estavam ali após terem sido instruídos pelo Exército de Israel a deixar suas casas.

Ele contou ainda que as Forças de Defesa Israelenses foram avisadas "17 vezes" sobre a presença de civis na Escola de Meninas Jabalia. Segundo o chefe da Unrwa, o último aviso foi dado às 8.50 da noite, horário local, e apenas algumas horas antes do ataque fatal.

A Unrwa condenou o bombardeio que chamou de "séria violação da lei internacional".

Pierre Kraehenbuehl afirmou que esta é a sexta vez que escolas da ONU são atacadas desde início do conflito entre israelenses e palestinos, há mais de três semanas. Ele lembrou que os abrigos da ONU estão superlotados. E que a situação agora já ultrapassou os limites de uma ação humanitária. Segundo ele, trata-se agora de prestação de contas. Pierre Kraehenbuehl pediu à comunidade internacional que tome providências políticas para acabar com o que chamou de uma "carnificina continuada".

A ofensiva iniciada em 8 de julho por Israel para impedir o lançamento de foguetes e destruir os túneis utilizados pelo Hamas causou a morte de 1.359 palestinos, em sua grande maioria civis.

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