Espetáculo “Um Estranho que me quer”

Uma tragicomédia sobre a vida cotidiana de grande parte dos casais contemporâneos. É assim que podemos caracterizar “Um Estranho que me quer”. Em 50 minutos de espetáculo, o público compartilha com um casal os desejos, angústias e crises de um relacionamento. Como parte da programação da VI Mostra SESC Guajajara de Artes, a peça será apresentada no Teatro João do Vale (Praia Grande), na quarta-feira (26), às 18h.
A concepção textual é do dramaturgo mineiro Sérgio Abritta, que expõe a intimidade de dois personagens que se enredam numa trama de conflitos causados pela diferença de gênero e idade, agravados por diferentes posicionamentos da visão de mundo.
O espetáculo “Um Estranho que me quer” é resultado da partilha de um mesmo objetivo: o de abordar temas da convivência a dois. Josué da Luz (diretor), Keyla Santana (atriz) e Roberto Froes (ator), são três artistas independentes que se uniram, desvinculados de companhia ou grupo teatral, e aproveitaram a oportunidade para apresentá-la na VI Mostra SESC Guajajara de Artes.
Marcelo e Juliana, apesar de morar juntos, não se consideram casados. Ele é um filósofo e historiador, que desempenhava um papel capitaneador na relação até perder o espaço para ela. Juliana, por sua vez, é uma recém-estudante universitária de Letras com um desenvolvimento intelectual formidável que a impulsiona a se impor cada vez mais na relação. Ela passa a exigir do companheiro, agora, direitos sentimentais e sexuais que antes lhe eram negados.
A partir daí, os conflitos afloram na relação. Ele não aceita a transformação da mulher no que ele define como “ser humano extremamente racional” que deve ser consciente de seu papel de mulher, companheira e amante. Enquanto isso, ela não consegue evitar o “descortinamento” que sua consciência de mulher lhe trouxe sobre o companheiro. Nesse ínterim, ambos seguem se vendo sob provas de fogo, envolvendo sentimentos, valores morais, consciência de classe, etc.
Com a relação prestes a ruir, ele toma uma atitude drástica que muda toda a aparente obviedade do final. O resultado é uma peça que busca ser cômica, porém fugindo da banalidade; trágica, mas sem ser escatológica. Revela-se como um passeio pelas nuances do comportamento, e mais fundo ainda no confronto do espelho das relações humanas e amorosas.
Durante toda a Mostra estarão sendo recebidas as doações de 1 quilo de alimento não-perecível, que serão trocados pelos ingressos das apresentações que acontecerem em espaços fechados. Os alimentos arrecadados serão encaminhados às entidades beneficentes atendidas pelo Programa Mesa Brasil SESC.
SESC
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