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Espionagem americana 2: russos querem que espião Snowden ajude a blindar dados vulneráveis

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Espionagem americana 2: russos querem que espião Snowden ajude a blindar dados vulneráveis

Senadores russos vão pedir ao norte-americano e ex-espião Edward Snowden (foto), que ganhou asilo político na Rússia, semana passada,  que ajude o país a investigar o vazamento de dados aos Estados Unidos e na blindagem de dados pessoais e estratégicos.

Snowden usou os serviços do jornalista britânico Gleen Glenwald, do The Guardian, para divulgar dados secretos dos serviços de inteligência dos Estados Unidos, comprovando uma rede global de espionagem digital, incluindo o Brasil. O trabalho da CIA atingiu emails, navegação por sites "considerados suspeitos" e escuta telefones celulares.

O jornalista depôs na Comissão de Relações Exteriores da Câmara e Senado nesta terça-feira (06) e disse que o foco da espionagem americana é o setor industrial, especialmente a indústria de petróleo e energia.

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Comissão semelhante foi montada na Rússia, onde os senadores da Rússia integram uma comissão especial para investigar a espionagem norte-americana. A comissão vai apresentar em setembro propostas para tornar mais rígidas as condições de confidencialidade das redes sociais.

"Hoje mesmo vou entrar em contato com [Edward] Snowden. A informação que ele pode nos proporcionar não irá prejudicar os interesses dos Estados Unidos. Não há novidades. Se trata da proteção de dados pessoais", disse o senador russo Ruslán Gattárov, citado pela agência oficial RIA-Novosti. Ele também é o coordenador da comissão especial.

"Nosso objetivo é averiguar quais são os pontos vulneráveis na proteção de dados pessoas e eliminá-los", disse Gattárov.

O ex-consultor de informática Edward Snowden denunciou que agências de inteligência e segurança dos Estados Unidos monitoraram mensagens e telefonemas de cidadãos no país e no exterior. Ele recebeu asilo temporário na Rússia depois de esperar quase um mês e meio em uma área de trânsito no aeroporto de Moscou.

Snowden recebeu propostas de trabalho no país, incluindo a de uma rede social russa. Até agora, não aceitou nenhuma. Segundo o advogado do ex-consultor, ele convidou os pais e amigos para visitá-lo. Ele vai esperar que os parentes cheguem para tomar uma decisão.

Com AgBr/Ag Telam

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