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Espionagem americana: jornalista diz no Senado que foco da operação é petróleo e energia

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Espionagem americana: jornalista diz no Senado que foco da operação é petróleo e energia

O jornalista Gleen Greenwald (foto), do jornal britânico The Guardian, disse nesta terça-feira (6), em Brasília, que poderão ser publicadas mais denúncias relacionadas à espionagem feita pelo governo dos Estados Unidos a comunicações telefônicas e eletrônicas de diversos países, incluindo o Brasil.

O jornalista foi responsável por revelar ao mundo os programas secretos americanos de interceptação de dados, vazados pelo ex-consultor de informática Edward Snowden. Segundo Greenwald, Snowden lhe entregou cerca de 20 mil documentos, que ainda não foram totalmente analisados. 

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“Os artigos que publicamos são uma porção muito pequena das revelações que devem ser publicadas", disse o inglês. "Estamos trabalhando com muitas organizações no Brasil e no mundo todo para publicar mais documentos. É difícil falar sobre os documentos que ainda não publiquei, mas com certeza vai ter muito mais revelações sobre a espionagem do governo dos Estados Unidos”, comentou Greenwald, que participou de audiência pública conjunta das comissões de Relações Exteriores da Câmara e do Senado.

Em razão do vazamento desses documentos secretos, Snowden se transformou em refugiado político na Rússia, semana passada, após passar mais de um mês no aeroporto de Moscou, vindo de Hong Kong. Antes de deixar a China, Snowden buscou asilo em vários países e foi aceito pelo governo do Equador.

Na opinião de Greenwald, o principal objetivo do governo americano com a espionagem é a obtenção de informações comerciais e industriais, como na área de energia e petróleo. Ele disse que a ideia de coletar dados sobre comunicações telefônicas e eletrônicas em outros países surgiu em períodos de guerra, no Iraque e no Afeganistão, para “saber tudo sobre o inimigo”. “Agora eles estão aumentando para o mundo todo, porque acham que quanto mais sabem, maior o poder”, disse.

O jornalista também disse que o governo americano tem capacidade de acessar o conteúdo de e-mails e telefonemas de cidadãos de diversos países, e não apenas a metadados, que se referem a informações como horários e números de ligações ou endereços de e-mails.

“Os documentos que publicamos mostram que eles podem coletar o conteúdo do e-mail, uma lista de pesquisa do Google, o site que está visitando, e até as ligações podem ser invadidas a qualquer minuto. É claro que, quando você está coletando 40 bilhões de ligações e e-mails a cada 30 dias, não pode monitorar tudo, você vai só coletar só os metadados e depois vai decidir quais ligações quer invadir.”

Com AgBr

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