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Espionagem: especialistas dizem que Petrobras deve explorar o pré-sal em Campo Libra

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Espionagem: especialistas  dizem que Petrobras deve explorar o pré-sal em Campo Libra

Especialistas em petróleo criticaram a abertura de leilão do Campo de Libra e afirmaram que o processo pode ser objeto da espionagem norte-americana. Em audiência conjunta no senado nesta quinta-feira (26), eles defenderam que a Petrobras faça a exploração da área.

O maior campo de petróleo descoberto nos últimos 20 anos, o de Libras, no litoral do Rio de Janeiro, deve ir a leilão no dia 21 de outubro. Só esse campo do pré-sal deve responder por um quarto de todo o volume de 60 bilhões de barris em reservas brasileiras descobertas.

Mesmo assim, o leilão não despertou o interesse de nenhuma das gigantes petroleiras norte-americanas. Para o engenheiro Fernando Siqueira (foto, 1º da dir. para a esq.), vice-presidente da Aepet, a Associação de Engenheiros da Petrobras, a explicação é outra: elas estariam associadas a empresas européias e teriam preferido não mostrar a cara em razão das denúncias de espionagem do governo dos Estados Unidos, fato que despertaria o risco de cancelamento do leilão.

Fernando Siqueira citou declaração do ex-espião Edward Snowden de que os dados sobre a Petrobras são compartilhados com empresas de outros quatro países, Inglaterra, Austrália, Canadá e Nova Zelândia, que fariam parte de um cartel:

“Portanto, as irmãs européias têm acesso a todos os dados que as norte-americanas têm. Daí eu tirei a boa hipótese de que a ausência das petroleiras é a questão da espionagem, que poderia cancelar o leilão, então saíram as americanas, mas ficaram as européias, Shell, Repsol, Total Fina Elf, todas pertencentes ao mesmo grupo, Rotshild Rockfeller, e “desacirrou” um pouco a disputa.”

O outro debatedor, o mestre em engenharia industrial Paulo Smith Metri (foto, 2º da esq. para a dir.) deu mais argumentos para que o campo de petróleo seja explorado pela Petrobras e não por empresas estrangeiras: maior retorno em investimentos sociais e uma carta na manga para negociar conquistas como a sonhada cadeira permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas:

“Se nós optarmos por entregar à Petrobras será mais interessante para a sociedade, o impacto social será muito maior, além de outras vantagens, mais petróleo será possuído pelo Estado brasileiro que poderá utilizá-lo como elemento de negociação em acordos internacionais.”

Com informações do Senado Federal.

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