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Espionagem: Obama elogia o Brasil e promete investigar denúncias contra seus agentes; entenda o caso

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Espionagem: Obama elogia o Brasil e promete investigar denúncias contra seus agentes; entenda o caso

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse nesta sexta-feira (6) que os interesses do seu país com México e Brasil são maiores do que a questão da espionagem, e que não “assina embaixo de tudo que os jornais dizem” a respeito do assunto. Sobre atuação da Agência Nacional de Segurança dos Estados Unidos (NSA, na sigla em inglês), Obama cogitou dar "um passo atrás" para analisar a forma como as tecnologias têm sido usadas.

Em conversa reservada com a presidente Dilma Rousseff, Obama garantiu que responderia ao Brasil sobre as ações  da Agência Nacional de Segurança (NSA) em território brasileiro. Documentos secretos divulgados pelo espião Edward Snowden revelam trechos de conversas e análises de inteligência tendo a presidente como foco principal.

Cerca de 20 mil documentos foram enviados ao jornalista Glenn Greenwald, que publicou uma série de reportagens no diário inglês, The Guardian. No último domingo, Greenwald ajudou a montar matéria para o programa Fantástico, onde foi revelada a espionagem sobre Dilma Rousseff e oficiais brasileiros.

A espionagem foi feita também no México e em outras regiões onde os Estados Unidos mantêm interesse geopolíticos. Os grampos telefônicos atigiram executivos e fucionários públicos ligados ao setor de energia e petróleo, mesmo antes de Barack Obama tomar posse, em 2007.

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Obama ressaltou que “há uma gama de interesses” nas relações envolvendo os EUA e os dois países que, segundo denúncias veiculadas na imprensa, foram espionados. “Especificamente sobre Brasil e México, temos de analisar as alegações. Não assino embaixo de tudo que os jornais dizem. Levo as alegações muito a sério, entendo as alegações de mexicanos e do povo brasileiro, e vamos trabalhar para ver onde está a fonte de tensão”, disse hoje (6), durante coletiva de imprensa em São Petersburgo, na Rússia, onde ocorre a 8ª Cúpula do G20, reunindo as maiores economias mundiais.

“A razão pela qual fui ao Brasil é que esse é um país importante e com história de sucesso na transição da ditadura para a democracia, além de ser uma das economias mais dinâmicas do mundo”, argumentou o presidente dos EUA.

Sobre a atuação da NSA, envolvida na espionagem ao Brasil e México, Obama disse caber à agência "buscar informações que não estão em fontes públicas", e que essa prática é similar ao que países mundo afora fazem por meio dos seus serviços de inteligência. “A verdade é que somos maiores e temos melhor capacidade”, emendou.

"Com a tecnologia mudando tão rapidamente, e as capacidades aumentando ainda mais, é importante que a gente dê um passo atrás e analise o que estamos fazendo, porque, só porque podemos conseguir as informações, não quer dizer que tenhamos que acessá-las. Pode ter aí uma relação custo-benefício que temos que pesar", completou o presidente norte-americano.

Ele considerou a possibilidade de a NSA fazer análises "camada a camada", para identificar o que, posteriormente, pode ser analisado de forma mais aprofundada.

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