EUA: Sandy provoca inundações e deixa milhares sem energia

Pelo menos 116 mil consumidores em sete Estados americanos estavam sem energia nesta segunda-feira, pouco antes da chegada do furacão Sandy ao país, conforme reporta a rede americana CNN.
O presidente Barack Obama advertiu hoje que várias regiões do país realmente devem ficar sem energia, e que pode "levar dias" até que a situação volte ao normal.
Várias cidades ao sul do país já enfrentam inundações, a exemplo de Rehoboth Beach (Delaware). Em Atlantic City (Nova Jersey) e suas imediações as ruas estavam debaixo de água. Os famosos cassinos da cidade foram fechados e cerca de 2.200 pessoas em todo o Estado estavam refugiadas em abrigos públicos, de acordo com o "New York Times".
A cidade de Nova York e suas imediações também registram as primeiras consequências da tempestade. Red Hook, no Brooklin, Battery Park, no sul de Manhattan, e Suffolk Country, em Long Island, são alguns distritos ocorrência de inundações.
"Nós nos preparamos para o pior", disse hoje o prefeito de Nova York, Michael Bloomberg.
Considerado como uma das piores tempestades a varrer os EUA na história recente, Sandy provocou o deslocamento de milhares de pessoas e a paralisação do transporte público em várias cidades, bem como o fechamento de escolas e lojas no início desta semana.
Os preparativos atingem, ao todo, nove Estados americanos, incluindo Nova York, Maryland, Pensilvânia, Virgínia, Connecticut, Nova Jersey, Massachussets, Delaware e Rhode Island, além do Distrito de Columbia, onde fica a capital, Washington.
Autoridades intensificaram os esforços para retirar as famílias de áreas consideradas de risco, enquanto enfrentam o ceticismo de uma parcela da população.
"Definitivamente a população não está levando [essas medidas] a sério. Nosso pior medo é de que algo como o [furacão] Katrina ocorra e não possamos ajudar as pessoas", disse a autoridade policial Tiffany Barrett,38, à agência Reuters.
Enquanto Sandy ainda não se iguale ao impacto do Katrina, que devastou New Orleans em 2005, o furacão ganha intensidade à medida que se aproxima da costa americana.
Na semana passada, esse fenômeno meteorológico provocou a morte de 66 pessoas no Caribe.
Folha de S. Paulo
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