Evangélicos vão continuar campanha para que pastor Feliciano deixe o cargo

O deputado Marco Feliciano tem recebidos acusações de homofobia e racismo. Por esta razão, um grupo de evangélicos que se mobiliza pela saída dele da presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara, confirmou que vai continuar a campanha para que o pastor abandone o cargo.
De acordo com O Estadão, os evangélicos garantem que Feliciano não representa os fiéis. De acordo com Caio Marçal, que é responsável por reunir de 14 organizações religiosas, o deputado tem um discurso de ódio na boca, e que suas afirmações não defendem e não é qualificado em torno da questão dos Direitos Humanos.
Duas falas do pastor, pelo visto comprovam tal acusação: "podridão dos sentimentos dos homoafetivos leva ao ódio, ao crime e à rejeição" e a de que "africanos descendem de ancestral amaldiçoado".
A Rede Fale juntamente com 150 evangélicos organizou um abaixo-assinado direcionado aos membros da bancada evangélica pedindo para que eles reconsiderassem a indicação de Feliciano.
Nesta segunda-feira (11), mais de 150 lideranças evangélicas assinaram uma carta aberta contra a posse de Feliciano. Mas na terça- feira (12), após reunião, o PSC decidiu manter o pastor como presidente da comissão.
"Não se trata aqui de prejulgar o presidente recém-eleito, mas não há como desconsiderar seus vários comentários públicos sobre negros, homossexuais e indígenas, declarações que inviabilizam a sustentação política de seu nome entre os que atuam e são sensíveis às temáticas dos Direitos Humanos", afirmou o grupo evangélico.
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