Ex-fuzileiro teria matado sozinho 12 pessoas e ferido mais 8; FBI descarta açao de grupo armado, em Washington

Ao contrário do que foi dito na segunda-feira (16), não foi um grupo armado que matou 12 pessoas e feriu outras 8, no tiroteio dentro do Comando Naval de Washington. Segundo o FBI, apenas um homem teria sido o autor dos disparos com um fuzil AR 15: o ex-fuzileiro naval Aaron Alexis (foto), de 34 anos, nascido no Brooklyn, Nova York e morador no Texas.
O ex-fuzileiro acabou sendo morto pela polícia durante provável confronto dentro do prédio logo após o massacre dos funcionários do Comando Naval. Com a morte de Alexis, o total de vítimas fatais subiu para 13. Dúvidas sobre ação de um grupo armado surgiram porque foram encontradas 3 armas no interior do edifício 197, onde funciona a engenharia oceânica da Marinha.
O FBI informou também que não confirmava a informação de que Alexis tenha usado um fuzil AR-15 no tiroteio. Os policiais confirmaram que o suspeito entrou no edifício 197 usando crachá de funcionário contratado por uma terceirizada do Texas. Para trabalhar com a tese de que o ex-fuzileiro trabalhou sozinho, os investigadores montam um roteiro complicado: Alexis entrou armado com uma pistola, no edifício 197. Dentro do prédio, o suspeito teria conseguido mais 3 armas, que ainda não foram rastreadas. A primeira arma teria sido comprada pelo suspeito na Virgínia.
A Secretaria de Defesa dos Estados Unidos determinou uma auditoria de segurança em todas bases militares do país e do exterior. O levantamento inclui triagem de pessoal contratado e sistema eletrônico de segurança e proteção patrimonial.
Uma pergunta sem resposta: qual o motivo?
A morte de Alexis não resolve o atentado, porque os policiais ainda não sabem a razão que teria levado o militar da reserva a cometer um ato de tamanha violência.
Técnicos em investigação forense do FBI e da polícia metropolitana de Washington estão na área do Comando Naval, nesta terça-feira. Os policiais vasculham cerca de 700 mil metros quadrados em busca de qualquer informação que revele o motivo do ataque.
O atentado aconteceu por volta das 8h30 da manhã dessa segunda-feira (16). O perfil psicológico de Alexis, segundo a polícia, é de um homem em crise constante. Os amigos negam, dizem que ninguém poderia ser mais “doce e polida” que o ex-eletricista da Marinha.
Apesar de ter sido dispensado dos corpo de fuzileiros (marines) por má conduta, Alexis recebeu duas medalhas de honra ao mérito por serviços prestados durante o tempo em que serviu de 2007 a 2011.
Amigos do Texas dizem que o homem reclamava de dinheiro, depois que foi enviado ao Japão como contratado de uma empresa de engenharia. Alexis é eletricista de formação técnica.
Fontes policiais dizem que terrorismo é uma possibilidade pequena, mas que ainda não foi descartada. Nesse caso, Alexis deveria ter sido recrutado por algum grupo extremista. Não há, entretanto, informação sólida sobre isso.
O Pentágono construirá um memorial às vítimas do atentado.
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