Exército e Marinha querem comprar 20 submarinos, 48 aeronaves e 62 navios

O Exército e a Marinha apresentaram à representantes da indústria de defesa, o perfil de equipamentos e serviços que pretendem adquirir até meados deste século. Os oficiais das duas Forças Armadas falaram durante a abertura da Conferência Anual de Defesa que começou na última segunda-feira (17).
A lista inclui mais de 20 submarinos (seis deles, nucleares), navios de diversos tipos e aeronaves. Só de aeronaves de interceptação e ataque serão 48, até 2047. Três tipos de navios patrulha também estão na lista. Ao todo serão 62 compras desse tipo de embarcação até 2030. Há ainda helicópteros, serviços e tecnologias das mais diversas áreas e outros equipamentos.
O coordenador do Programa de Reaparelhamento e diretor geral de Material da Marinha Brasileira, o contra-almirante Rodolfo Henrique de Saboia, disse que o plano é “bastante ambicioso”.
“Não se pode almejar a aquisição de tudo, mas priorizaremos o grupo de navios previsto no pacote do Programa de Obtenção de Meios de Superfície [ProSuper]”, disse.
O representante da Marinha falou sobre a Estratégia de Defesa Nacional até 2030, que pretende reorganizar as Forças Armadas e a indústria nacional de material de defesa, além de melhorar a composição o efetivo militar, com profissionais familiarizados a tecnologias de ponta.
“Já temos propostas comerciais da Itália, Alemanha, Espanha, Holanda, Coreia do Sul e do Reino Unido”, adiantou Saboia. “Claro que todas as compras pretendidas têm como premissa a transferência de tecnologia [...] Só com o programa de submarino temos a expectativa de gerar cerca de 50 mil empregos diretos e indiretos”, explicou.
O oficial citou também alguns objetivos pretendidos pelo Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul, destinado a monitorar e controlar o espaço aéreo e marítimo brasileiro. Ele garante que se trata de uma oportunidade de recuperar e incentivar o crescimento da base industrial instalada, eevar o investimento em pesquisa desenvolvimento e inovação no Brasil, por meio da ampliação do fornecimento às forças Armadas.
A exportação desse tipo de material, disse o militar, também poderá ser beneficiada. O general de brigada Walmir Almada Schneider, da 7ª subchefia do Estado Maior do Exército apontou as aquisições pretendidas pelo Exército. “Temos de estar na fronteira dos conhecimentos relativos a quatro áreas: nanotecnologia, robótica, inteligência artificial e fusão de dados. Essa é uma realidade desafiadora vivida por todos os exércitos do mundo”, compartilhou.
Para Schneider, o aspecto humano é fundamental para o melhor proveito das tecnologias, principalmente do setor cibernético. “Queremos jovens com consciência situacional, capazes de assimilar com maior facilidade as tecnologias, porque a revisão do perfil dos nossos militares é contínua”. Ele reforçou o peso que a informação terá para o “soldado do futuro” e para as suas condicionantes, em meio a fatores como a possibilidade de guerras cibernéticas.
Do Portal R7 com Agência Brasil
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