Facebook restringe vídeos com cenas de violência extrema

O Facebook começou a restringir postagens de vídeos, identificando conteúdos que possam "chocar, ofender ou indispor" seus espectadores. Os alertas impedem que os vídeos sejam automaticamente reproduzidos nas “timelines” da rede social- é preciso clicar neles, ao contrário de vídeos comuns.
O site também está impedindo que vídeos e fotos chocantes sejam mostrados a qualquer usuário identificado como menor de 18 anos. Porém, críticos alegam que a medida é insuficiente para proteger os usuários “vulneráveis”.
Entre os primeiros posts afetados pela iniciativa estão as imagens que mostram o policial francês Ahmed Merabet sendo morto à queima-roupa em Paris pelos atiradores responsáveis pelo ataque à Charlie Hebdo.
Em agosto de 2014, polêmicas envolvendo imagens de cabeças humanas colocadas em espetos na Síria levaram o Instituto de Segurança Online da Família (Fosi, na sigla em inglês) - membro do conselho de segurança do Facebook - a exigir mudanças na rede social.
Implementação de “Capas”
Stephen Balkam, executivo-chefe da organização, disse em entrevista à BBC, que queria que “capas” fossem colocadas para impedir visualizações sem uma advertência, e que um "portão" dificultasse seu acesso por jovens com menos de 18 anos.
O Facebook confirmou que começou a implementar esse sistema em dezembro, aplicando-o a materiais fortes denunciados por usuários. E anunciou também que engenheiros estão aperfeiçoando o método, o que pode incluir advertências em vídeos do YouTube ou sobre fotografias perturbadoras que estejam disponíveis.
A primeira forma mais básica de alerta a vídeos foi experimentada para banir cenas de decapitações em outubro de 2013, depois de o premiê britânico David Cameron ter dito que a empresa era "irresponsável". Tempos depois, esses vídeos foram completamente excluídos.
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