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Falso médico que atuava no interior do MA é apresentado na SSP

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Falso médico que atuava no interior do MA é apresentado na SSP

O nigeriano Kingsley Ify Umeilechukwy, 31 anos, foi apresentado nessa segunda-feira (26) na sede da Secretaria de Segurança Pública.

Ele, que foi autuado pelos crimes de exercício ilegal da medicina e estelionato, foi detido no último sábado (23), por investigadores lotados na 5ª Delegacia Regional em Pinheiro, no momento em que realizava um atendimento dentro de  uma unidade de saúde municipal em Bacuri.

Em depoimento, o nigeriano disse que  prestava serviços em vários municípios do Maranhão como estagiário, e em alguns casos, assumia plantões. Ele disse ainda que  estava no Brasil desde o ano de 2007 e trabalhava naquela unidade de saúde desde o ano passado.

Ainda em depoimento para a polícia, Kingsley chegou a dizer que concluiu duas especializações pela Universidade Federal do Maranhão, sendo uma em Pediatria e a outra em Ortopedia.  Ele não apresentou nenhuma documentação comprovando os cursos. Segundo informações policiais, o nigeriano começou a ser investigado no último dia 4, após a morte de uma criança na cidade de Mirinzal.

Outro fato já esclarecido foi a declaração dada também em depoimento pelo nigeriano,  de que  a vítima, mordida por um cachorro, teria ido ao hospital da cidade e não teria sido medicada por conta da falta de vacina. Ele afirmou que teria orientado a mãe para que lavasse o ferimento e levasse o filho em outro posto de saúde na manhã seguinte.

Em relação a este fato, o secretário-adjunto de Vigilância em Saúde da Secretaria de Estado da Saúde (SES), Alberto Carneiro, disse que a informação sobre a falta de vacinas naquela unidade de saúde não é verídica. Segundo ele, todos os postos de saúde e hospitais do interior possuem as principais vacinas para casos urgentes como esse.

A mãe da vítima não levou o filho para ser vacinado e a criança veio a óbito. A mulher atribuiu a morte do filho ao médico. Ele foi autuado em flagrante delito pelo delegado plantonista, Tarcísio de Jesus Fonseca, pelo artigo 282 combinado com o artigo 171, estelionato e exercício ilegal da Medicina.

A investigação do caso vai evoluir e informou que a polícia agora quer saber quem facilitou a entrada do falso médico no grupo profissionais da unidade de saúde, quem contratou e se recebia alguma ajuda de custo para a realização de alguns plantões.

O juiz Marcelo Santana Farias, do Fórum do município de Bacuri, arbitrou a fiança do falso médico, no valor de dois salários mínimos, o que permitiu ao suspeito que fosse solto nesta segunda-feira (25). 

 

 

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