Fifa elogia preparativos do Brasil para Copa de 2014; Recife preocupa

O secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, disse que o Brasil entrou numa velocidade "de cruzeiro" na sua preparação para a Copa das Confederações em 2013 e para o Mundial de 2014, embora tenha alertado que ainda há dificuldades a serem superadas.
Valcke veio ao Brasil esta semana para acompanhar o andamento das arenas de Manaus e Cuiabá. Ele disse que ficou satisfeito com o que viu.
"O que foi dito é que não há nenhum único estádio em vermelho para a Copa ou em zona crítica, mas isso pode mudar a qualquer momento", avaliou o dirigente da Fifa.
A maior dor de cabeça do Comitê Organizador Local de 2014 (COL) e da Fifa é o ritmo do estádio de Recife, que está previamente selecionado para a Copa das Confederações, no ano que vem.
Cerca de 50 por cento das obras estão concluídas e a participação da arena em 2013 ainda precisa ser confirmada. A decisão será tomada na primeira semana de novembro, após vistoria no fim de outubro.
"Como vocês sabem, ainda temos que monitorar Recife para a Copa das Confederações. Não tem problema (de Recife com a Fifa), o estádio tem que estar pronto. Se quiser vender ingresso para os jogos em 2013, tem que saber quantos assentos, que lugares que a mídia poderá usar, bem como árbitros", disse.
"O problema é estar pronto na hora certa. É para ter certeza que vão entregar os compromissos assumidos para a Copa das Confederações", completou.
O presidente do COL e da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), José Maria Marin, demonstrou otimismo com a inclusão de Recife na Copa das Confederações.
"Acompanhamos atentamente e conversamos com o governador Eduardo Campos, triplicaram funcionários e não tenho dúvida que vão cumprir os prazos fixados. No momento certo todas as obras estarão concluídas", declarou.
Obras Essenciais
Na mesma entrevista, o secretário executivo do Ministério do Esporte, Luís Fernandes, sinalizou com a possibilidade de algumas obras fomentadas pelos grandes eventos -- Copa das Confederações, Copa do Mundo e Olimpíadas de 2016 -- serem retiradas da matriz de responsabilidade do governo. Apenas as essenciais estão garantidas, segundo ele.
"No caso de Copa e Jogos de 2016 há oportunidades para alavancar a infraestrutura do país. Algumas são essenciais para os eventos e outras são aproveitamento da Copa e Olimpíada para o desenvolvimento", afirmou.
"À medida que fazemos o balanço, ampliamos ou restringimos as obras, mas todas as obras críticas e essenciais temos plena certeza que estarão prontas", finalizou ele, lembrando que o próximo balanço sairá em outubro.
Neste mês, o Tribunal de Contas da União (TCU) alertou que os desembolsos da Caixa Econômica Federal, principal agente financiador do avanço mobilidade urbana nas cidades, estão num ritmo lento e que muitas obras não ficariam prontas a tempo dos grandes eventos.
Levantamento das obras da Copa do Mundo divulgado pelo governo federal no final de maio mostrou que quase 41 por cento ainda não saíram do papel. A maior parte dos atrasos está concentrada nas obras de mobilidade urbana.
Reuters Brasil
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