Flamengo hoje é a quarta força do futebol carioca

É isso mesmo que você leu no título desse post. Apesar de ter a maior torcida do país e uma história gloriosa, o Clube de Regatas Flamengo não tem horizonte nesta temporada. Após o conturbado fim da relação com Ronaldinho Gaúcho, o clube não tem um 10 ou alguém em condições de vestir a camisa que já foi de Zico.
E isso não deve mudar. Ao menos é o que deu a entender o diretor de futebol do clube, Zinho, em entrevista ao site Globoesporte.com. "Acho muito difícil contratar um jogador até sexta-feira, não está fácil. Estamos trabalhando de forma consciente, dentro das nossas limitações financeiras ", revelou.
Zinho deixou bem claro que o caminho para o time do brasileiro deve seguir com o elenco atual. Que não é de todo ruim, mas está bem longe do time sonhado pelo torcedor. Além de falta de perspectiva, o torcedor rubro-negro acompanha a evolução de alguns dos seus rivais. O Vasco, por exemplo, é o atual vice-campeão brasileiro e chegou nas quartas de final da Libertadores. Atualmente está na ponta da tabela.
O Fluminense conta com astros como Deco, Fred e Thiago Neves e tem um patrocinador forte que investe pesado no clube. Já o Botafogo fez uma das maiores contratações do futebol brasileiro ao trazer Seedorf.
Como não bastasse o talentoso meia holandês, o alvinegro carioca acertou recentemente com o promissor uruguaio Nicolás Lodeiro. E o elenco atual já é forte. Apesar do atual líder do Brasileiro ser o Galo, os três rivais do Flamengo estão entre os quatro primeiros colocados.
Problema não fica só dentro de campo
E a atual crise do Flamengo não pode ser encarada como apenas uma má fase esportiva. Trata-se de uma crise estrutural que afeta a instituição. Dentro de campo o Flamengo ainda é bem melhor que fora dele. A recente busca por um camisa 10 é um exemplo claro de desorganização do clube.
Informado pela imprensa que o vice-presidente de finanças, Michel Levy (que passa férias na Argentina com o filho) foi ao encontro de Riquelme, o atual diretor de futebol Zinho mostrou extremo destempero: ligou imediatamente para Levy ao final da coletiva e cobrou uma posição sobre o cartola ter ido ou não atrás do craque argentino sem a sua autorização.
Zinho tomou posse do cargo recentemente e parece muito bem intencionado. No entanto, sua irritação mostra como o bastidor do clube é confuso. Em que instituição séria um cartola busca uma contratação sem ao menos comunicar o diretor de futebol do clube? Esse é apenas o mais recente exemplo da bagunça em que se tornou o Flamengo.
Outro problema que ilustra e muito a decadência rubro-negra não é nem administrativo. É um problema ético.
A recente tradição assumida por dirigentes do clube (não apenas desta gestão, é bom deixar claro) de não honrar seus compromissos. O dilema se resume claramente na já clássica frase do ex-jogador do clube Vampeta: "Eles finjem que pagam e eu finjo que jogo."
Afogado em dívidas, o Flamengo convive mais que qualquer outro grande clube com o fantasma do atraso de salário. Se o clube não honra seus compromissos é difícil para qualquer técnico cobrar desempenho.
No meio disso tudo está o torcedor. Que torce por um Flamengo idealizado que não existe mais. Bravatas de grandeza de cartolas e de parte da imprensa especializada a favor do time ainda alimentam esse sentimento. Até quando?
Futebol5Estrelas
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