Folia começa mais cedo e faz a alegria da criançada no Carnaval de SL

Apoiado confortavelmente nos ombros da mãe, Alan Felipe ainda não tem dois anos de idade, mas faz questão de acompanhar a tarde de carnaval no circuito ‘Dona Teté’, um dos quatro espaços destinados a receber foliões no ‘Carnaval de Todos’, organizado pelo governo do Estado e prefeitura de São Luís.
Este ano, com a programação realizada durante o dia, a diversão é possível para toda a família, principalmente para as crianças.
“O carnaval começando mais cedo é bom pra todo mundo, para a criançada que se diverte muito mais, e para os pais que podem ter mais tempo pra ficar com os filhos na folia”, comenta Janice Freitas, 28 anos, mãe de Alan Felipe.
A programação do segundo dia do Carnaval de São Luís começou muito antes do pôr do sol, uma inovação implementada este ano com o objetivo de garantir também mais segurança e comodidade para quem participa da festa. No circuito ‘Dona Teté’, a programação voltada para o público adulto e infantil teve início às 16h. Nos outros três circuitos da Madre Deus e da Praia Grande, a festa começou bem cedo, a partir das 11h.
Para a criançada, o carnaval realizado durante o dia é muito bem vindo. “É bom o carnaval durante o dia por que a gente vai ver muito mais blocos” comenta Cláudia Patrícia, seis anos, uma das foliãs mais animadas no Circuito ‘Dona Teté’. Montado em frente ao Laborarte, este circuito presta homenagem a Almerice da Silva Santos a Dona Teté que foi um dos ícones da cultura maranhense e durante vários anos comandou o ‘Cacuriá de Dona Teté’, uma das mais tradicionais manifestações culturais do estado.
Além de ‘Dona Teté’ outras pessoas que deram uma contribuição importante para a cultura e o carnaval maranhense também batizam os outros espaços do ‘Carnaval de Todos’, que inclui quatro circuitos, doze palcos e três tendas de Tambor de Crioula.
No tradicional trajeto que inclui a Rua de São Pantaleão e a Madre Deus, onde foram montados dois circuitos, a programação matutina também agradou os foliões, pois permitiu que pais e filhos pudessem vivenciar juntos a maior festa popular do país e que no Maranhão tem um aspecto peculiar por conta da diversidade cultural do estado.
“O Carnaval está maranhense, tem muito policiamento e por isso trouxe meu filho. Está um ambiente bem familiar”, comentou Vera Serejo, que levou o filho, Caio Serejo, de apenas um ano e quatro meses para acompanhar a Folia de Momo.
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