Fraude em assinatura não muda resultado da votação que derrubou vetos de Dilma aos royalties do petróleo

Em mais um capítulo de fraudes em Brasília, a Polícia Legislativa da Câmara abriu inquérito para investigar quem fraudou uma assinatura de deputado na votação dos vetos da presidente Dilma Rousseff, à lei que fixa a distribuição dos royalties do petróleo. A fraude, entretanto, não mudará o resultado final da votação.
Em nota, o presidente do Congresso, senador Renan Calheiros disse que “A urna onde foi depositado o voto do deputado continha 39 votantes. Ainda que toda a urna fosse anulada seria insuficiente para alterar o resultado final”, diz a nota.
A denúncia da fraude foi publicada pelo site Congresso em Foco e a polícia busca a autoria da fraude contra a assinatura do deputado Jorge Oliveira (foto), o Zoinho (PP-RJ) . O deputado estava viajando quando sua assinatura falsa apareceu na lista dos votantes. O cartão de embarque de companhia aérea confirma que o parlamentar estava ausente de Brasília, no momento da votação.
Concluído, o inquérito já foi encaminhado para o Ministério Público Federal (MPF), que decidirá sobre o encaminhamento do caso.
O deputado Anthony Garotinho (PR-RJ), líder da bancada do partido na Câmara, disse hoje (13) que já desconfiava da votação ocorrida em março, no Congresso Nacional, que terminou com a derrubada dos vetos da presidente Dilma Rousseff ao projeto de redistribuição dos royalties do petróleo.
"Sempre tive a convicção de que aquela votação havia sido fraudada. Até deputados de estados não produtores estavam reclamando da desorganização do plenário no dia da votação”, destacou, em nota, o deputado.
“Quando peguei a lista de votantes vi que havia sido registrada a presença do deputado Zoinho. Quando fiz a representação ao presidente do Congresso, Renan Calheiros (PMDB-AL), anexei a assinatura do Zoinho original e a que foi fraudada no lugar dele. Não tinha dúvida de que era falsa”, completou Garotinho.
Com AgBr
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