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Governo amplia ações da Rede Cegonha na área Itaqui-Bacanga

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Governo amplia ações da Rede Cegonha na área Itaqui-Bacanga

Há três meses, a Maternidade Nossa Senhora da Penha (MNSP), no bairro do Anjo da Guarda, tornou-se mais uma referência em saúde no Estado.

Com 30 leitos, enfermaria e sala de parto, a maternidade tem equipe formada por médicos obstetras e neonatologista, anestesistas e enfermeiras obstetras, com um perfil específico para a realização de partos humanizados.

No sentido de reorganizar a rede de serviços entre o atendimento da Média Complexidade e a Atenção Básica, a secretaria de Estado da Saúde (SES) e a secretaria Municipal de Saúde de São Luís (Semus) realizaram nessa quarta-feira (09), das 14h às 17h, na MNSP, a oficina ‘Alta Responsável’.

A reunião aconteceu para discutir com as equipes do Programa Saúde da Família (PSF) das Unidades Básicas de Saúde (UBS) do distrito Itaqui-Bacanga a implantação da nova etapa do programa Rede Cegonha na maternidade. A unidade de saúde faz parte do Programa do Governo Federal e agora vai avançar no que diz respeito ao atendimento das mães e dos bebês.

 

A alta responsável é o acompanhamento da mãe e do bebê após uma semana do parto e nascimento por uma equipe de Agentes Comunitários de Saúde (ACS), que trabalha em uma das UBS. Segundo o diretor-geral da Maternidade Nossa Senhora da Penha e médico obstetra, Edson Cunha, a parceria da atenção básica com a atenção hospitalar acontece desde o pré-natal, onde ela já é orientada para onde se direcionar na hora do parto. “Essa garantia diminui o medo da gestante de ficar sem local para ter seu bebê. Após o parto, ela volta para a UBS, para fazer o acompanhamento onde o médico responsável acompanha a fase do puerpério, se está evoluindo de forma satisfatória”, explica.

A parceria entre a Atenção Básica de responsabilidade municipal e os serviços de Alta e Média Complexidade oferecidos pelo Estado, proporciona melhora para a população, a assistência à gestante, a qualidade do pré-natal, os cuidados no pós-parto, o que impacta nos indicadores de mortalidade materna e neo-natal. “A rede sempre existiu, mas a atenção básica não dialogava com a média e alta. Não estamos implantando, estamos reorganizando. A Rede Cegonha propõe essa integração entre os níveis. Nossa oficina pretende tratar essas questões para que haja melhoria no processo de alta responsável”, afirma Graça Lima, coordenadora municipal de Atenção à Saúde da Mulher e da Criança.

A enfermeira Jesus Salgado, do PSF da Vila Embratel, trabalha há nove anos na atenção básica, e avalia esse como um novo momento de integração entre os dois serviços. “A gestante terá maior vínculo com a maternidade antes do parto. Quando elas conhecem a unidade e tem suporte integral, se sentem mais seguras. Discutir a importância de intensificar o suporte de atendimento domiciliar é uma maneira de qualificar esse serviço e garantir a saúde de nossas puérpera”, completa a enfermeira. 

 

 

 

 

 

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