Governo do Estado diz que não dialogará com grevistas enquanto o movimento for mantido

São Luís e o Maranhão podem estar vivenciando o início do maior caos no sistema de segurança pública já registrada na história! Há dois dias, os policiais e bombeiros militares decretaram greve geral em todo o estado, eles montaram acampamento na porta da Assembleia Legislativa (ALEMA) desde a última quarta-feira (23). A categoria reivindica não apenas revisão no Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS), mas também melhores condições de trabalho e redução na carga horária. Na próxima segunda-feira (28), a cúpula da Polícia Civil irá fazer uma reunião na Reffsa onde será decidido pela paralisação ou não das atividades, fazendo assim, companhia aos Delegados de Polícia Civil também de greve desde terça-feira (22).
Diante desse quadro, o secretário de estado de Segurança Pública, Aluísio Mendes, concedeu entrevista à imprensa em uma coletiva na manhã de hoje (25). Ele garantiu que todas as medidas estão sendo adotadas para oferecer tranquilidade à população. Segundo Mendes, o número de soldados do Exército Brasileiro, Marinha e Aeronáutica que chegaram nesta sexta-feira a São Luís, são superiores ao efetivo que realizava o policiamento.
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No entanto, as pessoas continuam apreensivas. Muitos estão evitando sair de suas casas com medo de arrastões, assaltos ou coisa pior. Para isso, um agrupamento de 300 oficiais da Força Nacional de Segurança já está na capital desde a última quarta-feira (24), atuando não só na capital, mas também em cidades do interior do estado como Imperatriz, Timon e Bacabal.
“A respeito da implementação de novas medidas de segurança, já foi solicitado o apoio das forças armadas, apoio este que está integrado em nossas operações. Portanto, além dos policiais militares e bombeiros que não aderiram à paralisação, dispomos também da Força Nacional em número muito superior ao inicial, além da Marinha, Exército e Aeronáutica que vieram para o Maranhão a fim de cooperar com a segurança de todos”, disse o secretário Aluísio Mendes.
Entretanto, apesar de o Tribunal de Justiça já ter decretado a ilegalidade do movimento grevista, com sujeição a multa diária de R$ 200,00 por militar, a categoria se recusa a deixar as dependências da ALEMA e tampouco voltar as suas atividades enquanto o governo estadual não atender às reivindicações.
Diante disso, Mendes deixou claro que não haverá diálogo com os manifestantes até que a paralisação seja suspensa. “O governo vem negociando com eles há cinco meses, eu mesmo já me reuni oito vezes com essas comissões e associações. Oferecemos a todos oportunidades que nunca tiveram, pois antes eles não conseguiam falar nem com o próprio comandante de unidade, mesmo já tendo se encontrado comigo e com a governadora em exercício para debater os pontos de pauta e aquilo que vêm reclamando direito”, finalizou o secretário de estado de segurança pública.
Exército dá apoio ao policiamento urbano
A partir de hoje (25), soldados do 24º Batalhão dos Caçadores foram convocados a dar apoio à Força Nacional de Segurança, em uma ação conjunta com os órgãos de Segurança Pública federais, estaduais e municipais, em São Luís e no restante do Estado. A ação está sendo chamada de "Operação Maranhão".
Eles estão cumprindo uma órdem dada pelo Ministério da Defesa, que resulta num montante de 550 homens do exército brasileiro, destes 350 são do 24º BC do estado e outros 200 do Piauí.
Marcos Atahualpa Cartágenes, da redação SuaCidade.com
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