Governo sírio aceita submeter arsenal químico a controle internacional; ONU aguarda plano

O governo sírio aceitou a proposta da Rússia de submeter todo o arsenal químico disponível no país a controle de entidades internacionais. Só isso, na proposta russa, evitaria um ataque militar americano a alvos militares sírios.
A proposta nasceu das palavras do secretário de Estado americano, John Kerry, semana passada: "se um plano convincente for montado, o ataque poderá ser revertido", disse Kerry. A ideia foi consolidada por Barack Obama e seu colega russo Vladimir Putin, durante reunião do G20.
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A proposta montada pela Rússia deve obrigar a Síria a mostrar suas armas químicas e entregá-las para destruição em ambente seguro de contaminação. A destruição seria feita por técnicos da Organização das Nações Unidas, a partir de resolução aprovada pelo Conselho de Segurança, formado por 15 países mas apenas cinco controlam as decisões.
Os cinco países que dominam o CS da ONU e têm poder de veto são: Estados Unidos, França, China, Rússia e Reino Unido. A China e Rússia são contra o ataque militar americanoe aprovam um plano alternativo de controle das armas químicas sírias.
O Conselho de Segurança deverá ser convocado a qualquer momento assim que o plano for concluído com anuência dos Estados Unidos e demais membros. A entrega do plano será feita pela Rússia.
A Casa Branca disse que a proposta será analisada com seriedade mas, ao mesmo tempo, demonstrou ceticismo quanto à vontade do presidente Bashar al-Assad de colocar sob fiscalização internacional todo seu arsenal químico.
"Faz vinte anos que tentamos controlar as armas da Síria", disse um porta-voz da Casa Branca, segunda (9) à noite.
Obama: se Síria entregar armas químicas, pode evitar ataque
O presidente Barack Obama reforça o coro dos incrédulos, mas diz que a proposta formulada pelo russo Wladimir Putin precisa ser analisada e, se for aceita, impedirá o ataque que está sendo planejado pela Marinha dos Estados Unidos. Quatro navios destroyers se preparam no Mar Mediterrâneo para uma intervenção por mísseis Tomahawk contra alvos militares sírios.
"Se for a sério, o ataque não será ordenado. Mas temos que ter certeza de que esse plano não será usado para mitigar a pressão que estamos fazendo contra esse arsenal", disse Obama.
Em entrevista à rede CNN, Obama disse que que "o plano é bom ser for sério".
"Precisamos saber mais detalhes sobre isso, principalmente porque a ONU deve apresentar um plano para destruir essas armas químicas. Esse arsenal coloca em risco nossas tropas no Exterior também. As crianças sírias estão sendo vítimas agora, mas a curto prazo, nossos soldados também estariam sob ameaça."
Sobre o aniversário do atendado em 11 de setembro de 2001, em que destruiu as torres gêmeas de Nova York e o Pentágono, no governo de George W., Bush, Obama disse:
"Estamos mais seguros agora que em 2001, mas precisamos nos manter vigilantes. Sofremos um atentado durante a Maratona de Boston este ano e não podemos afrouxar nossa segurança interna e externa".
Veja abaixo, galeria com fotos das vítimas dos ataques na Síria, de documentos secretos sobre uso de armas químicas e dos principais personagens envolvidos no caso:
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