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Grêmio encerra jejum de 15 anos e vira penta na Copa do Brasil

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 Grêmio encerra jejum de 15 anos e vira penta na Copa do Brasil

O Grêmio sagrou-se campeão da Copa do Brasil pela quinta vez na noite desta quarta-feira (7). O fim da espera de 15 anos pela conquista de um campeonato de peso terminou depois do clube empatar com o Atlético-MG por 1 a 1 em Porto Alegre.

O troféu de 2016 ainda faz com que o clube gaúcho se isole como a equipe que mais conquistou a Copa do Brasil. As quatro taças anteriores vieram em 1989, 1994, 1997 e 2001 - o primeiro ano do século estava marcado como a última temporada com uma conquista de ponta da equipe. Renato Gaúcho e companhia, portanto, passaram o Cruzeiro, que tem quatro taças: 1993, 1996, 2000 e 2003.

Fora isso, o pentacampeonato gremista do torneio, aliada com uma possível manutenção do oitavo lugar no Campeonato Brasileiro, pode render ao clube gaúcho a liderança do ranking da CBF (Confederação Brasileira de Futebol). Desta forma, ele lideraria com 15.078 pontos. Caso fique em sétimo na Série A, aparecerá na ponta com 15.118. No último ranking, o Grêmio ficou na segunda posição, com 14.210 pontos.

No jogo da taça, o time gremista foi sólido na marcação e não deixou o Atlético-MG criar uma chance perigosa contra a meta defendida por Marcelo Grohe. A proposta de recuperar a bola e buscar as saídas rápidas, aliada à estabilidade, funcionou de maneira eficiente na maior parte do tempo e foi coroada com um gol no fim de Bolaños. Ainda teve tempo de Cazares fazer um gol antológico antes do meio de campo. Insuficiente, porém, para estragar a festa gremista.

O jogo desta quarta foi precedido por homenagens às vítimas do acidente áereo que levava a delegação da Chapecoenses, convidados e jornalistas para Medellín, na Colômbia. Nas abarrotadas arquibancadas, faixas e gritos de "Vamos, vamo Chape!". Dentro de campo, o minuto de silêncio teve a presença dos times titulares, da arbitragem e de alguns jornalistas. O momento contagiou. Torcedores se emocionaram e jogadores, como o goleiro Victor, também.
Torcedores, jornalistas, técnicos, jogadores e até o trio de arbitragem se uniram em homenagens que variaram desde bandeiras, faixas e camisas espalhadas nas arquibancadas até o minuto de silêncio respeitado religiosamente por todos os mais de 55 mil presentes ao palco da decisão.

Ao apito final do árbitro Luiz Flávio de Oliveira, que comandou a partida vestido de verde em homenagem à Chape, as atenções se dividiram entre o início de uma confusão entre alguns jogadores de Atlético-MG e Grêmio e a nova invasão de campo de Carol Portaluppi, filha do técnico Renato e torcedora do Tricolor. Mas a maior lembrança da noite será mesmo das homenagens aos heróis da Chapecoense.

 

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