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Grêmio suspende atividades de torcida organizada suspeita de racismo

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Grêmio suspende atividades de torcida organizada suspeita de racismo

O Grêmio se pronunciou, nesta segunda-feira (1), sobre as medidas que vai tomar depois do incidente na partida contra o Bahia, no último domingo (31), quando parte da torcida organizada gritou "olha a festa, macaco", mas foi repreendida pelo restante dos torcedores na Arena.

O clube tricolor divulgou um comunicado, em nome de seu Conselho de Administração, com as quatro medidas que vai tomar em relação ao episódio: suspender as atividades da organizada "Geral do Grêmio", proibir para essa torcida o uso de marcas de propriedade intelectual do Grêmio, identificar os sócios envolvidos no episódio de racismo, e o clube vai estudar formas de evitar que novos incidentes prejudiquem a equipe.

Alguns torcedores do Grêmio já haviam protagonizado atos racistas na última quinta-feira (28), quando o goleiro do Santos, Mário Lúcio Duarte Costa, o Aranha, foi chamado de "macaco".

O time também repassou à Polícia Civil de Porto Alegre imagens capturadas pelas câmeras de segurança do estádio que sediou o jogo contra o Santos, na quinta-feira (28), pela Copa do Brasil. As filmagens podem ajudar a identificar os torcedores que insultaram o goleiro  Aranha, durante a partida.

No inquérito, constam pelo menos cinco suspeitos de participar da agressão. Além da jovem flagrada em imagens no momento da violência, ao menos um homem teve participação confirmada pela polícia. Com a entrega do vídeo, que dura cerca de uma hora, a polícia começará a convocar os envolvidos para depoimento. "Hoje vamos oficializar a intimação para que os suspeitos se apresentem na delegacia", disse Lindomar Sousa, o responsável pelo inquérito na 4ª Delegacia de Porto Alegre.

Os torcedores identificados poderão responder pelo crime de injúria qualificada, que, quando praticada com base em elementos relacionados à raça, cor, etnia, religião, origem ou à condição de pessoa idosa ou com deficiência, pode ser punido com pena de um ano a três anos de reclusão e multa.

De acordo com o policial, os seguranças do estádio ainda não têm data marcada para serem ouvidos. As ofensas ao goleiro Aranha ocorrem menos de dois meses do fim da Copa do Mundo no Brasil, que teve como mote o combate ao racismo.

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