Grupo armado mata 12 funcionários do Comando Naval dos Estados Unidos, em Washington

Um grupo armado, ainda não identificado, matou pelo menos 12 pessoas dentro do prédio do Comando Naval dos Estados Unidos, em Washington, nesta segunda-feira, pela manhã. Fontes da Marinha revelaram que um atirador ainda estava no complexo, conhecido como Naval Yard, até o começo da tarde. Um dos homens teria disparado um fuzil AR-15, normalmente usado por militares.
O ex-marine Aaron Alexis, de 34 anos, foi morto pela polícia e aparece como suspeito de ter participado do grupo de atiradores. Segundo informações da Marinha, Alexis serviu de 2007 a 2011 e foi expulso por mau comportamento. Ele teria entrado no prédio pela manha, provavelmente com identidade de outra pessoa. Com ele, o total de mortos sobe para 13, às 17h40.
O comandante máximo da Marinha, Jonathan Geenert, mora dentro do complexo e foi retirado de seu escritório por agentes de segurança e levado às pressas para o Pentágono, a cerca de 4 Km de distância. As instalações antigas foram construídas há 214 anos (em 1799).
A chefe de Polícia de Washington, Cathy Lanier, disse que dois suspeitos estão foragidos desde as 9 da manhã desta segunda-feira. As imagens do complexo de 700 mil metros quadrados mostram dois homens correndo no complexo naval, vestidos de uniformes militares. Um deles usava a roupa caqui dos marines (fuzileiros) e o outro, uniforme preto, de estilo das tropas especiais.
"Não podemos confirmar se são militares ou não", disse Cathy Lanier."Mas eles foram vistos em roupas no estilo militar".
Duas horas mais tarde, a polícia descartou a identificação do homem em uniforme de fuzileiro, tirando-o da lista de suspeitos.
O prefeito de Washington, Vincent Gray, disse que "ninguém sabe qual foi a motivação para o ataque, nem mesmo se existe algum indício de terrorismo. Na verdade, não temos certeza se há outros atiradores no prédio".
A instalação militar é a mais antiga dos Estados Unidos e foi recentemente restaurada. Vários prédios fazem parte do complexo em uma área de 700 mil metros quadrados.
Um dos atiradores foi identificado como careca, de 1,80 de altura e usando roupas pretas. Este homem estaria acompanhado de outra pessoa ao entrar no Comando da Marinha e ainda não se tem notícia de seu paradeiro. O Federal Bureau of Investigations (FBI) e centenas de agentes de segurança estão no complexo no momento (foto) e toda a polícia metropolitana procura os autores dos disparos.
O incidente no prédio 197, onde funciona o centro de tecnologia marítima do Comando Naval acontece na semana em que prossegem negociações sobre controle de armas químicas na Síria. Se o acordo falhar, uma intervenção militar da Marinha deverá ser ordenada pelo presidente Barack Obama.
Em rápidas palavras, Obama disse que seu governo empregará todos os recursos disponíveis para descobir a autoria "desse ato covarde contra militares e civis".
O Comando Naval é o maior escritório da Marinha dos Estados Unidos, onde trabalham 3 mil funcionários federais e contratados. A unidade ainda responde por compras peças e manutenção dos submarinos e barcos de guerra da frota americana.
Em todo o complexo, trabalham cerca de 20 mil pessoas, com orçamento federal de US$ 60 bilhões (cerca de R$140 bilhões).
O trânsito na região do Anacostia River está bloqueado na capital americana. Algumas pessoas também foram evacuadas dos edifícios próximos e outras enviadas a abrigos no subsolo dos prédios.
Temendo um atentado, pelos menos seis escolas públicas foram fechadas na região do ataque e o aeroporto Reagan chegou suspender as operações, mas, em seguida, voltou a funcionar normalmente, confirmou um policial.
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