Icrim aponta negligência como causa do acidente que vitmou 4 pessoas na Av. Guajajaras

Foi divulgado na manhã desta quarta-feira (25) o laudo sobre o acidente ocorrido na Av. Guajajaras no dia 25 de dezembro do ano passado, que vitimou 4 pessoas, todas com poli traumatismos. Segundo o Instituto de Criminalística (Icrim), órgão responsável por apurar todas as evidências, após apuração do caso e exames realizados com o condutor da caminhonete causadora do atropelamento, Moisés Carlos da Silva Campos, foi constatado que não houve excesso de velocidade, nem distração com aparelhos telefônicos ou semelhantes, apenas a negligência e imprudência no trânsito causado pelo mesmo.
Para o diretor do Icrim, Carlos Henrique Rocho Abreu, Moisés não reagiu à corrente de tráfego, pois quando a parte posterior da caminhonete colidiu com as vítimas, ocasionou o que popularmente é conhecido pelos técnicos do instituto como “colisão de traseira”. Moisés está sendo processado por homicídio culposo, quando não há a intenção de matar. Entre as vítimas do acidente estão Poliana Michele de Jesus Moraes, André Ricardo da Silva Cherry, Paulo Henrique de Jesus Melo e Alana Larissa Costa Santos, ambas fatais. Outras 8 pessoas também foram atingidas, mas sobreviveram.
“De três anos pra cá, ainda não identificamos outro acidente tão violento quanto esse principalmente por se tratar de uma avenida de grande circulação como a Guajajaras, onde a sinalização está em ordem. Salientamos apenas aos condutores de veículos pequenos e grandes que redobrem a atenção, ainda mais no período chuvoso”, disse o diretor.
Rocho Abreu observou ainda que o tráfego não está associado apenas a quantidade de veículos que circulam em um determinado ponto ou via urbana, mas sim, a toda e qualquer forma de transporte que divida um determinado espaço, como por exemplo bicicletas, motos, pedestres, etc.
Para o superintendente de polícia, Cássio Marques Freitas, presente no momento da divulgação do laudo, o acidente serviu principalmente como alerta para as pessoas que por algum motivo perdem a atenção no trânsito de São Luís. “Se houvesse mais prudência e zelo no trânsito da capital maranhense, com certeza seria possível evitar um desastre desse porte, assim como outros”, disse.
Todavia, uma observação feita pelo diretor do Icrim ficou pertinente. De acordo com ele, a falta de isolamento no local do acidente, como em outros que ocorrem na capital, dificultaram a agilidade na divulgação do laudo feito pela perícia. “Por não haver uma ação rápida por parte da polícia para cercar todo o perímetro do ocorrido, evitando assim que curiosos se aproximem e alterem algo na cena do acidente ou crime, um laudo pode demorar bem mais do que 30 dias para ficar pronto”, comentou.
Ele também pede à população maior sensibilidade e conscientização para evitar aglomerações diante de um caso como o ocorrido na Av. Guajajaras. “Salientamos que a população precisa estar conscientizada de que em casos como o da Guajajaras, trata-se da cena de um acidente fatal e nada pode ser alterado. Portanto, manter a distância e deixar que os profissionais competentes façam o seu trabalho é algo de grande valia”, finalizou.
Da redação Portal SuaCidade.com
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