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Idoso cuida do único cemitério de passarinhos do Brasil há quase 50 anos

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Idoso cuida do único cemitério de passarinhos do Brasil há quase 50 anos

O local em questão é o cemitério dos pássaros, o único do Brasil, situado na Ilha de Paquetá, no Rio de Janeiro.

Com 24 pequenas covas, que possuem aproximadamente o tamanho de uma caixa de sapatos, o espaço parece uma reprodução em miniatura do cemitério humano que fica ao lado. Com algumas adaptações, é claro. As cerimônias religiosas no sepultamento são trocadas por orações pessoais.

Também saem de cena os anjinhos e santos barrocos e, no lugar, entram as esculturas “O pássaro abatido” e “O pouso do pássaro cansado”.

Completa o cenário um mural com trechos de poemas brasileiros que falam sobre aves. “A canção do exílio”, de Gonçalves Dias, é um deles. “Minha terra tem palmeiras, onde canta o sabiá. As aves que aqui gorjeiam, não gorjeiam como lá”, ilustra o painel poético inaugurado no ano passado.

O cemitério de pássaros foi concebido por Pedro Bruno e Augusto Silva, dois artistas plásticos nascidos em Paquetá, ilha localizada na Baía de Guanabara. A data de criação do espaço ninguém sabe ao certo, mas, desde a década de 60, ele é cuidado pelo aposentado Theóphilo de Souza, de 89 anos.

De acordo com o aposentado, pessoas de diversos lugares vêm enterrar suas aves de estimação. Em 2010, uma mulher da cidade de Sete Corações (MG) levou um papagaio em uma caixinha. Em outra ocasião, uma mulher foi ao cemitério para jogar as cinzas... de seu pai! “Antes de ir para o hospital, ele disse ao amigo que queria ter as cinzas jogadas aqui. Achei estranho, né? Mas a vontade dele foi feita”, relembra, bem humorado, Theóphilo.

 

 

IG

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