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Infraestrutura do Centro Histórico de São Luís é tema de encontro nesta segunda-feira (31)

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Infraestrutura do Centro Histórico de São Luís é tema de encontro nesta segunda-feira (31)

Lixo. Prédios depredados, pinchados ou com manutenção a desejar. Comerciantes insatisfeitos e turistas com sentimento de terem sido enganados. Esse é o atual retrato do Centro Histórico de São Luís, especificamente o Projeto Reviver, que compreende o bairro da Praia Grande, famoso por seu teor e valor histórico, tanto para ludoviscences como para aqueles que lutam por uma revitalização do principal cartão postal da capital maranhense. Por isso, lideranças da Sociedade Civil, Poder Público e Setor Empresarial, estarão se reunindo nesta segunda-feira (31) na Câmara dos Vereadores, a fim de discutir a situação da localidade. O evento será realizado a partir das 9h30min.

Mas, a capital do Maranhão parece estar perdendo sua identidade. Com o avanço da construção civil e a modernização de bairros específicos, a chamada “Cidade Velha” está sendo colocada em segundo plano. Alguns até deixam de sentir orgulho de sua cidade. Uns pelo título de “Capital Nacional do Reggae”, outros por morarem na “Cidade do Amor”, e ainda àqueles que sequer  conhecem o título de “Atenas Brasileira”, dado por conta dos ilustres dramaturgos, poetas e literários oriundos de São Luís.

Segundo o coordenador executivo do movimento Nossa São Luís, Daniel Madorra, o Centro Histórico é o coração da cidade, é aonde tudo começou e o lugar em que a memória de um povo está gravada. “Nós enquanto sociedade civil percebemos a mudança de foco por parte do Poder Público e Setor Empresarial local. O Projeto Reviver é a alma de São Luís onde tudo teve início e a memória de um povo está fundamentada. Se essa memória for esquecida, estaremos perdendo também uma essência”, afirmou ele.

A ideia de debater o assunto referente à infraestrutura do Centro Histórico da capital partiu do vereador Fernando Lima (PC do B), quando este visitou Salvador (capital do estado da Bahia). Na oportunidade, o deputado notou semelhanças na arquitetura e afluência cultural entre o Pelourinho e o que acontece nos redutos da Cidade Velha. No entanto, Lima observou a sensibilidade por parte do Poder Público com para com aquele espaço. Em São Luís, essa sensibilidade é um caso à parte. A principal prova disso é o trânsito constante de todo tipo de veículo, sem falar no comércio informal e depredações dos vários tipos, que descaracterizam essa parte da cidade.

De acordo com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), existem atualmente 5.600 imóveis tombados como Patrimônio Cultural, Material e Imaterial pela UNESCO, em uma área total de 2.342m³. Para a superintendente regional do órgão federal, Kátia Bogéa, encontros e debates como o que será proposto para esta segunda-feira são de grande importância, entretanto, sozinhos não terão o impacto esperado. “Os movimentos organizados pela Sociedade Civil são importantes, contudo, é necessário que as representações políticas do estado e do município também façam algo, além da população exercer constantemente o seu direito de crítica”, disse.

E é nesse espírito de descontentamento que o comerciante francês, Arnold Fux, afirma estar vivenciando. Ele possui um restaurante na Rua da Estrela, em frente a Defensoria Pública do Estado com a Praça Nauro Machado, e desde a manhã de ontem (27) o seu estabelecimento está sem água encanada. “Os operários vieram aqui concertar um cano estourado, abriram esse buraco enorme na porta do meu restaurante ontem pela manhã e até agora não vieram fechá-lo, tampouco normalizar o fornecimento de água”, comentou com indignação.

Outra comerciante também insatisfeita quanto à infraestrutura e conservação do Centro Histórico é Silvania Loureiro. Ela é dona de uma loja e artigos regionais voltados para turistas e desabafa dizendo que muitos são os que se sentem enganados com a propaganda feita dos casarões, becos e ruelas. “Os prédios quase todos estão muito mal conservados, ruas fedendo a urina, lixo espalhado pelos cantos e a pavimentação esburacada”. Ela ainda se mostrou chateada quanto ao preço cobrado no aluguel da sua loja. “O preço é muito alto para um produto que é oferecido pela metade aos turistas, o nosso principal consumidor. Eu pago mensalmente R$ 750,00 de aluguel por esse espaço, mas pelo menos quanto a segurança, não tenho tido tantos problemas”, acrescentou.

No último dia 20 deste mês, a Prefeitura de São Luís e o Governo do Estado, lançaram o Plano de Marketing na Feira das Américas, na cidade do Rio de Janeiro, cujo foco é reposicionar a cidade como destino de viagens turisticas frente ao mercado nacional. Segundo a Secretaria Municipal de Turismo (Setur), a meta é aumentar em 6% o número anual de turistas que visitam a cidade, alcançando os 2,2 milhões até 2016, além de incrementar em 20% ao ano o uso das estruturas hoteleiras locais.

Sobre isso, a superintendente do IPHAN finalizou dizendo que um marketing eletrônico, que tem como intenção criar um termo de gestão de governo, será posto como ponto de pauta durante o encontro no dia 31 de outubro. A ideia, é integrar universidades, secretarias e o setor industrial para que mudanças a curto, médio e longo prazo sejam realizadas.

 

Da Redação TV Cidade 

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