O Portal de notícias e conteúdo do Maranhão e da Sua Cidade. TV Cidade / Record MA.

Japão não encontra vestígios de radiação após teste nuclear da Coreia do Norte

Compartilhar
Japão não encontra vestígios de radiação após teste nuclear da Coreia do Norte

O Japão informou nesta quinta-feira (7) que não detectou qualquer alteração nos níveis de radiação em seu território depois de a Coreia do Norte ter anunciado a realização de um teste nuclear.

A preocupação com potenciais desvios de radiação surge no Japão sempre que a Coreia do Norte faz teste nucleares subterrâneos, apesar de nunca ter sido registrada qualquer alteração.

O Japão é particularmente sensível aos testes nucleares da Coreia do Norte, devido aos ventos que sopram da península coreana em direção ao arquipélago e pelo fato de projéteis lançados por aquele país terem passado perto do Japão e caído no Oceano Pacífico.

“Não houve nenhuma mudança especial” até agora nos níveis de radiação, depois da explosão subterrânea, disse a Autoridade de Regulação Nuclear do Japão, em comunicado.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, telefonou, nessa quarta-feira (6), aos líderes do Japão e da Coreia do Sul para destacar a importância de uma “resposta internacional unida e forte” ao teste nuclear anunciado pela Coreia do Norte.

Em comunicado, a Casa Branca informou que Obama falou com a presidenta sul-coreana, Park Geun-hye, e com o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe.

Os líderes dos três países concordaram que o teste norte-coreano “constitui uma nova violação das obrigações e compromissos, ao abrigo da lei internacional, incluindo várias resoluções do Conselho de Segurança da ONU”.

Obama reafirmou, perante os aliados, o “compromisso inabalável” dos Estados Unidos com a segurança dos seus países, e frisou a necessidade de se “trabalhar para forjar uma resposta internacional forte e unida” ao comportamento “irresponsável” do regime norte-coreano.

Por seu lado, o secretário de Estado norte-americano, John Kerry, telefonou aos ministros dos Negócios Estrangeiros sul-coreano, Yun Byung-se, e japonês, Fumio Kishida, para coordenar uma resposta “unida” ao ensaio de Pyongyang.

Apesar de vários centros sísmicos terem registrado um abalo de magnitude 5,1, consistente com um teste nuclear subterrâneo na Coreia do Norte, Washington duvida que Pyongyang tenha conseguido desenvolver com êxito uma bomba de hidrogenio.

O que é a bomba H?

A bomba de Hidrogênio ou termonuclear, conhecida como bomba H, tem uma potência até mil vezes maior que a bomba atômica. Enquanto a bomba atômica gera energia a partir da fissão ou divisão de átomos, a versão de hidrogênio gera energia a partir da fusão ou união de átomos.

Entenda o caso

Nessa quarta-feira o governo da Coreia do Norte informou ter feito com sucesso o seu primeiro teste de uma bomba de hidrogênio, que faz parte de seu programa nuclear. O procedimento foi encomendado pessoalmente pelo líder norte-coreano Kim Jong-un e ocorre dois dias antes do seu aniversário.

O país já tinha feito três testes nucleares em 2006, 2009 e 2013, o que lhe valeu sanções da ONU. Após o anúncio do teste de hoje, detectado por vários centros de atividade sísmica, uma reunião de emergência do Conselho de Segurança das Nações Unidas foi convocada pelos Estados Unidos e Japão.

Feito a portas-fechadas entre os 15 países membros do Conselho de Segurança, a reunião resultou em um comunicado que “condena veementemente” novos testes na Coreia do Norte e afirma que “pode implementar novas sanções contra Pyongyang”.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, condenou o teste nuclear realizado pela Coreia do Norte e exigiu por meio de um comunicado que o país “cesse todas as atividades nucleares”. Para o secretário-geral, o teste é “profundamente desestabilizador para a segurança regional” e “gravemente nocivo para os esforços internacionais de não proliferação [nuclear]”.

Participe da redação

Viu um congestionamento, um buraco na via ou tem uma dica? A redação apura.

Colabore com a redação