Jovem que teve o braço quebrado em três partes não consegue atendimento há mais de um mês

Quando ficamos doentes a primeira coisa que se passa em nossa cabeça é procurar atendimento médico. Independente da enfermidade, sentir dores ou qualquer outro incômodo no corpo, nos deixa impossibilitados de trabalhar, se divertir, ou seja, ter uma vida normal. Agora, imagine que você quebrou um dos braços em três partes enquanto trabalhava, o responsável pelo acidente não lhe prestou socorro e há mais de um mês você não consegue atendimento em nenhum hospital. Pois é, esta é a situação em que a jovem Maria Janete Almeida Sousa, de 25 anos, se encontra.
Natural da cidade de Águas Lindas-GO, Maria veio para São Luís a pedido da mãe, Maria Naldecir de Almeida Sousa, de 59 anos. Dona Naldecir mudou-se para a capital maranhense na esperança de conseguir se aposentar, e como não possui uma condição financeira muito favorável, buscou abrigo na casa de parentes que moram no bairro do Maracanã.
Ao saber que a filha havia se acidentado, Naldecir pediu a ela que viesse para São Luís na esperança de conseguir assistência médica, no entanto, o pesadelo das duas estava apenas começando. Mãe e filha iniciaram a sua árdua peregrinação pelos hospitais públicos da cidade desde o último dia 16 de janeiro deste ano. Recorreram a unidades de pronto atendimento e socorrinhos, tudo em vão.
Como último recurso, as duas buscaram suporte médico no Socorrão II, localizado no bairro da Cidade Operária, foi quando receberam a notícia de um dos atendentes na recepção que não havia ortopedista de plantão. Esperançosas, elas regressaram ao mesmo estabelecimento público de saúde nesta quinta-feira (23) onde ficaram das 8h às 18h30 sem receber nem mesmo o atendimento de um clínico geral.
De acordo com dona Naldecir, um plantonista no Socorrinho no bairro do Cohatrac afirmou que a situação de Maria Janete é bastante grave e que ela precisa de suporte médico com urgência. Ela disse também que esse mesmo profissional da saúde chegou a cogitar o ato cirúrgico como único meio de solucionar o problema no braço da jovem.
Revoltada e angustiada, dona Naldecir recorreu à equipe do Portal SuaCidade.com e TV Cidade/Record, disponibilizando também um telefone de contato para quem puder lhe ajudar. Os interessados podem ligar para o (98) 9962-2483. Caso Maria não consiga realizar a cirurgia e fazer a correção ortopédica necessária, ela corre sérios riscos de perder o braço devido a negligência médica.
Viu um congestionamento, um buraco na via ou tem uma dica? A redação apura.
Colabore com a redação