Justiça decreta prisão preventiva de acusados pela morte de cinegrafista

A Justiça do Rio de Janeiro aceitou nesta quinta-feira (20) denúncia do Ministério Público contra Caio Silva de Souza e Fábio Raposo, acusados de terem acendido e jogado o rojão que provocou a morte do cinegrafista da TV Bandeirantes, Santiago Andrade, durante uma manifestação na quinta-feira (6), no centro do Rio, contra o reajuste das passagens de ônibus.
O 3º Tribunal do Júri da Capital, do Tribunal de Justiça Estadual, também converteu a prisão temporária de 30 dias dos acusados em prisão preventiva. Os dois vão continuar detidos no Complexo de Gericinó, em Bangu, na zona oeste do Rio, até o julgamento, caso não seja concedido habeas corpus.
Segundo o Tribunal de Justiça, Fábio e Caio vão responder por crimes de explosão e homicídio doloso triplamente qualificado, quando há motivo torpe com impossibilidade de defesa da vítima e com emprego de explosivo.
O advogado dos acusados, Jonas Tadeu Nunes, disse que só vai se pronunciar depois que tiver acesso à decisão. Nesta quarta, o criminalista Wallace Martins, auxiliar de Nunes, disse que pretendia ingressar com pedido de habeas corpus caso a Justiça decretasse a prisão preventiva de seus clientes. Ele vai defender a tese de que os dois foram negligentes ao acender o rojão, mas que não tinham a intenção de matar.
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