Justiça do MA condena envolvidos em organização criminosa

A Justiça do Maranhão condenou de Elielson de Oliveira Silva Júnior e Gustavo Augusto Menezes Lopes por envolvimento em uma organização criminosa. As sentenças foram assinadas pela juíza Jaqueline Reis Caracas, titular da 1ª vara de Paço do Lumiar.
Em uma das sentenças, a magistrada condenou ainda o réu Warlen Gabriel da Silva Cruz por posse ilegal de arma e corrupção de menor. Também suspeito de participar em organização criminosa, Warlen foi absolvido da acusação por insuficiência de provas, como consta da sentença. Também por falta de provas, outro acusado do mesmo crime e de participação em incêndios criminosos de ônibus na capital maranhense, Maurício Abreu Silva Froes, foi absolvido.
De acordo com as sentenças, a pena atribuída ao réu Elielson foi de oito anos e dois meses de reclusão. Ao réu Gustavo Augusto foi arbitrada a pena de dez anos, oito meses e dezoito dias de reclusão.
Os condenados devem cumprir as respectivas penas em regime inicialmente fechado, na Penitenciária de Pedrinhas. Já o réu Warlen, condenado inicialmente a quatro anos de reclusão, teve a pena privativa de liberdade substituída por duas penas restritivas de direito: uma na prestação de serviços à comunidade pelo tempo da pena privativa imposta e outra em pena pecuniária no valor de ½ salário-mínimo no valor de R$ 468,50.
Incêndios criminosos
Todos os réus foram presos em setembro de 2016, durante operação policial que buscava impedir os incêndios criminosos a ônibus e prédios da cidade (São Luís) e que seriam ordenados por presos do Complexo Penitenciário de Pedrinhas, especialmente pela organização criminosa da qual os mesmos (réus) foram acusados de pertencer, “com o intuito de lutar contra o que intitulavam ‘opressão do Governo Estadual’”.
Investigações deflagradas por policiais da SEIC à época tendo como principais alvos os principais líderes da facção criminosa, dentre os quais Gustavo, apontado como responsável pela disciplina da organização e que ocuparia o posto de “torre”, um dos pontos mais altos da organização, bem como Elielson, um dos supostos autores dos ataques (incêndios) e liderança dentro da facção.
Interceptações telefônicas realizadas no curso da operação policial deflagrada na ocasião comprovaram o envolvimento dos acusados com a cúpula da organização.
Os acusados Maurício e Warlen foram presos quando da prisão de Gustavo, ocasião em que foi apreendido um menor. Os quatro encontravam-se em uma casa no bairro Maiobão, onde foram encontrados 01 revólver calibre 32, com numeração apagada e munições intactas.
Informações TJMA
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