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Leões do Nordeste: empresas nordestinas se destacam na economia nacional

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Leões do Nordeste: empresas nordestinas se destacam na economia nacional

Intitulado de Leões do Nordeste, os grandes empresários de grandes grupos da região que conseguiram crescer durante os últimos anos, aproveitaram um momento bom da economia local para investir mais ainda nas suas empresas.

Essa nova geração de empresários atingiram a casa do bilhão de reais de faturamento e tornou mais ampla e diversificada a lista de fortunas da região. Eles são protagonistas da ascensão do novo Nordeste, leões de uma economia pujante e com gigantesco potencial de expansão, como a Ser Educacional, companhia de educação, que possui uma série de universidades. Outro exemplo é a rede de farmácias Pague Menos, que já está em todos os estados do Brasil, as construtoras Moura Dubeux e Rio Ave, e o grupo Mateus, considerado um dos maiores grupos de varejo, que foi fundado no interior do Maranhão.

Uma série de fatores permitiram a expansão dessas empresas nordestinas.  O principal deles é o aumento de renda da população local, que foi bastante alta. Em Recife (PE), por exemplo, cresceu cerca de 50% em 10 anos e o crescimento real do PIB nordestino foi de 3,44% de 2009 a 2013. Enquanto o PIB brasileiro crescia a média de 2,68%.

Por conta disso, o Nordeste garantiu a alcunha de “China brasileira”, dada a importância da região na inclusão de novos consumidores e ao seu papel como locomotiva do crescimento do PIB brasileiro.

Nos últimos 15 anos, a economia local recebeu fortes investimentos governamentais endossados pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, um filho do sertão pernambucano. Os quatro Estados mais ricos do Nordeste – Bahia, Pernambuco, Ceará e Maranhão – estimam que, até 2016, serão investidos US$ 108 bilhões em grandes obras na região.

É impossível falar do desenvolvimento local sem mencionar a renovação dos portos de Suape, em Pernambuco; Itaqui, no Maranhão; e Pecém, no Ceará. Somam-se a isso o projeto de transposição do Rio São Francisco, as obras viárias como a Transnordestina – que ligará Pecém a Suape –, e os aeroportos construídos em Fortaleza e Natal, para a Copa do Mundo.

Muito da evolução local também deve ser creditada a investimentos privados de companhias estrangeiras, como provam a instalação recente na região de fábricas das empresas Fiat, Nestlé, Ambev, Itaipava, Basf, entre tantas outras. Ou mesmo dos parques eólicos no Rio Grande do Norte e Ceará.

Segundo o sócio-diretor do instituto de pesquisas Data Popular, Renato Meirelles, atualmente, os nove estados nordestinos contribuem com uma massa de renda de R$ 844 bilhões, dos R$ 4,4 trilhões totais disponíveis nas contas e bolsos dos brasileiros. “O pouco que o Brasil ainda cresce vem de lá”, diz Meirelles.

Com informações da revista Istoé/Dinheiro

 

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