Lesão no joelho vira grande vilã do Palmeiras em 2012

Mais do que a política instável, o Corinthians e até a ameaça de rebaixamento, são os joelhos dos atletas o grande inimigo do Palmeiras nesta temporada. O time paulista já perdeu seis atletas, por várias rodadas, com problemas em uma das principais articulações do corpo humano. Valdivia é só o exemplo mais recente. A pior notícia é que na maioria das vezes não há como prever a lesão.
O último caso foi o do chileno, que teve rompimento no ligamento colateral medial da perna esquerda no jogo contra o São Paulo e, com ou sem operação, não deve conseguir voltar a atuar em 2012. Sem nenhum sinal de dores no local, Valdivia teve a lesão que os médicos chamam de traumática - aquela que acontece após um choque forte.
“Não temos como prever os problemas de joelho, especialmente de ligamento. Na maioria das vezes, a lesão é resultado de um trauma, então não tem como prever. Alguns outros, a gente pode até ter sinais de problemas e aí agimos para parar o problema”, explicou Otávio Vilhena, médico do Palmeiras.
O caso de aviso, aliás, é um bom exemplo de Marcos Assunção. O volante sentiu dores no joelho direito por várias rodadas. Ficou fora por três rodadas e depois passou por uma artroscopia, para passar mais seis rodadas afastado do time.
O experiente volante, aliás, é um outro exemplo estudado por vários médicos. A operação prévia do atleta pode ser responsável pelo problema na frente. Afinal, se um jogador passa por uma intervenção cirúrgica, a carreira dele estará comprometida?
Essa é uma outra resposta que os médicos preferem dar com todo cuidado. Sem generalizar, Vilhena afirma que isso depende de cada pessoa, de cada estrutura muscular e óssea das pessoas.
“É difícil generalizar se uma operação antecedente ajuda o jogador a ter outro. Depende muito da recuperação de cada um, do joelho de cada um, do músculo de cada um. Não tem como usar isso como regra”, afirmou.
Maikon Leite é o melhor exemplo dessa tese. Assim que foi operado quando estava no Atlético-PR, vários especialistas chegaram a dar a sua carreira como encerrada. O atacante superou os problemas, derrubou as previsões e hoje é titular de Gilson Kleina no ataque.
Isso, no entanto, não significa que ele ainda não sofra com as suas articulações. Maikon Leite não operou este ano, mas já ficou fora por algumas rodadas por problemas no joelho.
Outros casos no Palmeiras foram os de Wesley e Fernandinho, que operaram os ligamentos cruzados, e Vinícius, que sentiu dores e se afastou por um período. Isso sem contar Marcos, o grande ídolo alviverde que largou os gramados sob risco de nem conseguir subir uma escada sem dificuldades no futuro.
Sem conseguir prever, os médicos recomendam muito aquecimento antes de dar chutes e divididas e reforço muscular para que a fadiga demore a atingir o corpo dos atletas. Tudo baseado em um estudo médico da Fifa.
“Há um estudo de que os entorses de joelho acontecem na maioria das vezes no início da partida e no final dela. No começo porque o jogador não está aquecido ainda e no fim por causa da fadiga, quando o jogador perde algumas proteções”, finalizou Vilhena.
UOL Esportes
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