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MA alerta para diagnóstico e tratamento das hepatites virais

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MA alerta para diagnóstico e tratamento das hepatites virais

Julho foi instituído o mês de combate as hepatites virais, a fim de chamar atenção e reforçar as iniciativas de vigilância, prevenção e controle da doença, uma inflamação do fígado. Neste domingo, 28 de julho, data reconhecida pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) alerta para a importância do diagnóstico precoce e tratamento da doença.

“O Governo tem se preocupado em levar a prevenção para toda a comunidade, descentralizando, fortalecendo as ações pontuais nos municípios do Maranhão. Lembrando que esse trabalho não é só durante o mês de julho, mas o ano todo, todos os dias. A população também tem que estar unida, buscar a vacinação, usar o preservativo, fazer o teste rápido e ter cuidado redobrado no preparo dos alimentos”, ressalta a chefe de Departamento de Atenção às DST/Aids e Hepatites Virais da SES, Jocélia Frazão.

No Maranhão, entre 2007 e dezembro de 2018, foram confirmados 9.021 casos de hepatites virais (HV). Uma avaliação dos dados mostra que a incidência de hepatite A vem diminuindo devido ao acesso a saneamento básico, ao passo que as hepatites B e C vêm crescendo devido ao não uso do preservativo nas relações sexuais.

Segundo a chefe do departamento, as ações de combate à doença durante o mês de julho foram focadas nos públicos mais expostos ao vírus: pessoas privadas de liberdade, idosos, homens que fazem sexo com homens e profissionais do sexo.

Entre as iniciativas de fortalecimento aos serviços que ofertam o tratamento para as pessoas vivendo com hepatites virais, a Secretaria de Estado da Saúde promove a capacitação dos técnicos; dispensação dos insumos de prevenção como testes rápidos; preservativos masculinos e femininos; géis lubrificantes; distribuição de medicamentos na Farmácia de Medicamentos Especializados (FEME) para todo estado; realização e participação em diversas ações de promoção e prevenção intersetoriais e com as diversas ONGs do estado.

Doença

As hepatites são doenças silenciosas que nem sempre apresentam sintomas. Quando estes aparecem, podem ser cansaço, enjoo, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras, entre outros.

O diagnóstico precoce é primordial para a prevenção das principais complicações que os subtipos da doença causam, como cirrose hepática e hepatocarcinoma, que podem levar a morte.

“Os pacientes têm dificuldade em saber em que circunstância foram contaminados. O Julho Amarelo é para deixar esse alerta para todo mundo fazer o teste rápido, principalmente se foi exposto a alguma situação de risco. O teste é oferecido em qualquer posto de saúde”, salienta a médica hepatalogista, Débora Camelo de Abreu Costa.

Ela atende no Centro de Especialidades Médicas (CEM) do Diamante, que iniciou a oferta do serviço médico de hepatologia, especialidade que cuida do fígado e das vias biliares. Para ter acesso ao atendimento, o paciente precisa apresentar um encaminhamento dado por um clínico geral ou médico de outra especialidade.

SAIBA MAIS

Tipos de hepatites

No Brasil, as hepatites virais mais comuns são as causadas pelos vírus A, B e C. Existe, ainda, o vírus D, mais frequente na Região Norte e que para causar infecção precisa da presença do vírus tipo B (HBV).

Sintomas

Em muitos casos, não há nenhum sintoma e isso aumenta os riscos da infecção evoluir e se tornar crônica, causando danos mais graves ao fígado, como cirrose e câncer. Porém, quando estes estão presentes podem ser cansaço, febre, mal-estar, tontura, enjoo, vômitos, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura, fezes claras.

Prevenção

– A vacina é uma forma de prevenção contra as hepatites do tipo A e B, entretanto quem se vacina para o tipo B, se protege também para hepatite D, e está disponível gratuitamente no SUS;
– Higiene pessoal e correta dos alimentos;
– Uso do preservativo nas relações sexuais.

Formas de transmissão

– Contágio fecal-oral: condições precárias de saneamento básico e água, de higiene pessoal e dos alimentos (hepatite A);
– Transmissão por contato com sangue, por meio de compartilhamento de seringas, agulhas, lâminas de barbear, alicates de unha e outros objetos que furam ou cortam (vírus B, C e D). Ambientes médicos, laboratoriais, hospitalares e odontológicos;
– Transmissão vertical: pode ocorrer durante a gravidez e o parto;
– Transmissão sexual: relação sexual desprotegida (hepatite A, B, C e Delta);
– Transmissão por meio de transfusão de sangue ou hemoderivados.

Com informações do Governo do Maranhão.

Foto: EBC.
 

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