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Mais barato, Ford Fusion híbrido é relançado no Brasil

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Mais barato, Ford Fusion híbrido é relançado no Brasil

A Ford apresentou nesta quarta-feira (07) o novo Fusion Hybrid. O modelo usa dois motores (um elétrico e outro a gasolina) para reduzir o consumo de combustível. O sedã se destaca pelo custo-benefício agressivo em relação a seus dois únicos rivais indiretos, o Toyota Prius e o Lexus CT200h. Custando R$ 10 mil a mais do que a versão topo de linha do Fusion tradicional, o Hybrid chega às lojas no final do mês por R$ 124.990.

O novo Fusion Hybrid chega ao mercado para substituir seu antecessor, baseado na primeira geração do modelo. Além do visual novo, o híbrido se destaca pelas melhorias no trem de força e na bateria, que ficou mais leve. Ganhou um novo motor a combustão. Baseado na família Duratec, o 2.0 movido a gasolina gera 145 cv de potência. O propulsor substitui a versão anterior, com 2,5l de cilindrada. A alteração mudou a alíquota do IPI que incide sobre o Fusion e permitiu uma redução de R$ 25 mil no preço do carro, aproximadamente.

O Fusion Hybrid custava em 2011 R$ 133,9 mil, valor que sobe para quase R$ 150 mil quando corrigido pela inflação acumulada. A redução do preço do modelo aumentou sua atratividade, mas isso não deve impactar nas vendas do sedã.

Segundo a Ford, o Fusion Hybrid deverá corresponder a 10% das vendas da versão topo de linha do sedã, a EcoBoost AWD. Isso equivale a uma média mensal de 40 unidades por mês. A geração anterior do modelo vendeu 270 unidades, em sua maioria para empresas.

Primeiro híbrido pleno (ou seja, capaz de andar somente com o motor elétrico) vendido no Brasil, o Fusion Hybrid tem como maior atrativo a economia de combustível. Veículo mais eficiente avaliado pelo programa de etiquetagem do Inmetro, o sedã tem consumo de 16,8 km/l na cidade e 16,9 km/l na estrada, segundo o órgão. Para chegar a esses índices o sedã intercala (ou soma) a força de dois motores: o 2.0 a gasolina gera 145 cv, enquanto o elétrico tem 88 Kw, o equivalente a 120 cv.

Em situações de aceleração intensa o Fusion Hybrid usa a potência dos dois motores, que, combinados, geram 190 cv. Com isso o modelo acelera de 0 a 100 km/h em 9,3 s, com velocidade máxima de 170 km/h.

O câmbio do Fusion Hybrid também é diferente: sai o sistema automatizado de dupla embreagem e sete marchas (com tração integral opcional) e entra um continuamente variável (CVT), com tração somente nas rodas dianteiras.

Para conseguir rodar a até 100 km/h movido sobre com eletricidade o Fusion Hybrid adota uma nova bateria de íon-lítio. Apesar de ser mais leve do que sua antecessora ela ainda é volumosa, roubando 122 litros de volume do porta-malas. Com isso o compartimento ficou com 322 litros, volume próximo ao de um hatch compacto. Modelo mais eficiente testado pelo Conpet (programa de etiquetagem do governo), o Fusion Hybrid será vendido pela Ford como o "carro mais econômico do Brasil".

Por dentro o Fusion Hybrid repete o mesmo interior presente na versão topo de linha EcoBoost AWD. Os principais diferenciais estão no painel de instrumentos e no console central, que reúnem mostradores que dão detalhes do funcionamento do carro e de seus dois motores. O painel de instrumentos pode ser customizado pelo motorista, mostrando informações como nível da bateria, uso do motor a combustão e elétrico e conta-giros — o único mostrador analógico é o velocímetro central. O display de cristal líquido é customizável a partir de botões no volante do carro.

O display central reúne informações do sistema multimídia, do computador de bordo e do navegador GPS. Abaixo dele ficam todos os botões do sistema de áudio, que são sensíveis ao toque. Apesar de ser do tipo resistiva (que requer uma pressão do dedo), a tela sensível ao toque do Fusion Hybrid responde bem aos comandos do motorista e passageiro. O sistema pode apresentar informações detalhadas do fluxo de energia do sedã, apresentando qual motor está ligado e para onde a energia elétrica da bateria está sendo enviada.

A manopla do câmbio automático CVT é a mesma dos outros Fusion, mas o botão para trocas de marcha sequenciais foi substituído pelo acionamento do auxílio de descida, que incrementa a capacidade do carro de recuperar a energia cinética, freando o sedã sem a necessidade de pressionar o pedal do freio. Este, aliás, é um dos segredos do carro híbrido: cada vez que o motorista pressiona o freio o carro passa a recuperar a energia cinética e a transforma em elétrica, enviando-a para a bateria. Como o Fusion não possui o freio-motor tradicional (situação em que um carro com motor convencional perde velocidade ao acelerador ser solto), a Ford implementou um mecanismo que simula o sistema no pedal do freio.  Mesmo com o equipamento, porém, o pedal do freio do Fusion dá uma sensação inicial de estar "borrachudo", como se o freio do carro estivesse gasto. Porém bastam alguns minutos para se acostumar com o sistema.

O motor 2.0 do Fusion possui ciclo pseudo-Atkinson, que altera a abertura das válvulas e a injeção de combustível para reduzir o consumo de gasolina. A contrapartida é uma ligeira perda de potência.

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