Mais de 100 suspeitos de divulgar pornografia infantil foram presos

Foi deflagrada nesta quinta-feira (28) a operação Luz na Infância 4. A ação, que é coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, tem como objetivo identificar autores de crimes de abuso e exploração sexual contra crianças e adolescentes praticados na internet. Até meio-dia, 106 pessoas haviam sido presas em todo o país, segundo balanço das autoridades.
A operação envolve as Polícias Civis do Distrito Federal e de 26 estados. Estão sendo cumpridos 266 mandados de busca e apreensão de arquivos com conteúdos relacionados aos crimes de exploração sexual. Foram mobilizados mais de 1500 policiais para o cumprimento da operação. O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sério Moro, defende que a partir do material coletado na operação, pode-se chegar aos responsáveis por produzirem materiais pornográficos.
“A partir dessas apreensões se pode descobrir a rede de conexão daquela pessoa que utiliza aquele material. Claro que a investigação dessas redes, ela gera algumas dificuldades, as pessoas utilizam mecanismos para garantir o anonimato. Mas o fato de nós termos 266 buscas e apreensões, e prisões não caindo, crescendo. As prisões vão subindo”, afirmou Moro.
Para realizar a ação, o Ministério da Justiça contou com a colaboração da Embaixada dos Estados Unidos no Brasil, por meio da Adidância da Polícia de Imigração e Alfândega em Brasília, que ofereceu cursos e capacitações que subsidiaram as quatro fases da Operação Luz na Infância.
A pena para quem armazena esse tipo de conteúdo varia de um a quatro anos de prisão, de três a seis anos de prisão por compartilhar e de quatro a oito anos de prisão por produzir conteúdo relacionado aos crimes de exploração sexual.Novas ações
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, afirmou que operações semelhantes voltarão a ser realizadas.
"A operação revela os propósitos da criação da Secretaria de Operações Integradas, com todo o poder de coordenação e operações entre as polícias estaduais; entre as polícias estaduais e federais e entre as forças federais", comentou o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro. "Já foram feitas operações semelhantes a esta no passado, mas não com esta envergadura. Certamente, vamos realizar novas ações desta espécie", acrescentou o ministro.
De acordo com o ministro, as investigações vão continuar e, a partir da análise do material apreendido, será possível identificar a eventual rede de conexões existente entre os investigados e outros internautas.
"Este é um crime muito grave e que nos traz um desgosto por atingir muito fortemente a nossa infância e adolescência", acrescentou Moro, garantindo que as autoridades não vão tolerar as práticas criminosas.
"É importante realizarmos esta operação cumprindo todos os mandados numa mesma data porque, assim, mandamos um recado claro: este tipo de crime não pode ser tolerado", afirmou Moro.
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