Mais um detento foi morto no Complexo Penitenciário de Pedrinhas

Mais um detento foi morto no Complexo Penitenciário de Pedrinhas. O assassinato ocorreu durante a tarde dessa quinta-feira (19), no horário de visita no presídio São Luís 2. Apenas no início da noite, chegaram as viaturas do Instituto Médico Legal e da perícia criminal. A vítima foi Robson Barros de Sousa, de 21 anos. Ele era mais conhecido como Caranguejo.
Esta é a sexta morte registrada em menos de uma semana no Complexo Penitenciário de Pedrinhas. As causas para o homicídio estão sendo investigadas. A conclusão dos laudos periciais deve ocorrer em até 10 dias.
O presídio São Luís 2 tem capacidade para abrigar 200 detentos, mas possui, atualmente, 290.
As 51 mortes ocorridas dentro de unidades prisionais mantidas pela Secretaria de Justiça e Administração Penitenciária do Maranhão fizeram com que o estado recebesse uma notificação da Organização dos Estados Americanos e adotasse, em caráter de urgência, medidas para evitar mortes resultantes de confrontos entre grupos rivais nos presídios.
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Na última terça-feira (17), uma briga entre integrantes de uma mesma facção criminosa deixou quatro mortos – três decapitados – no Centro de Detenção Provisória do Complexo Penitenciário de Pedrinhas. De acordo com a secretaria, o confronto começou com uma disputa entre os presos pela liderança de uma facção criminosa atuante na capital maranhense. Já foram 57 mortes desde o início do ano.
O Centro de Detenção Provisória tem capacidade para cerca de 400 presos, mas está com quase o dobro. Todo o presídio está superlotado, onde deveriam estar 1700 presos, atualmente abriga 2200.
O último confronto envolvendo facções criminosas em Pedrinhas deixou pelo menos 9 mortos e 20 feridos no mês de outubro. Foi o mais grave registro, este ano, de mortes dentro da penitenciária. Na ocasião, o Serviço de Inteligência e Grupo de Escolta e Operações Penitenciárias (Geop) descobriram um túnel que daria fuga a 60 presos da Casa de Detenção (Cadet), onde ficam os integrantes de uma das facções da capital. Os detentos resistiram à revista nas celas e iniciaram tumulto. A Geop recuou e pediu apoio do Batalhão de Choque da Polícia Militar.
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