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Mantega analisa economia e prevê crescimento a 4%, em 2014

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Mantega analisa economia e prevê crescimento a 4%, em 2014

O vice-diretor de Análise de Políticas Públicas da Fundação Getulio Vargas (FGV), Rogério Sobreira, acredita que a taxa de investimento do segundo trimestre do ano, divulgada hoje (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) com os dados do Produto Interno Bruto (PIB), indica sinais de recuperação da economia brasileira. O instituto divulgou nesta sexta-feira que o PIB cresceu 1,5% no segundo trimestre, em relação aos primeiros três meses do ano. Em outra apresentação, o ministro da Fazendo, Guido Mantega, reforçou o coro de otimismo.

" O cenário mundial está superando a crise e isso repercute bem no Brasil".

 Mantega fez projeções otimistas:

“Esse crescimento, anualizando, representa como se a economia tivessse crescendo a uma velocidade de 6%”, analisou o ministro. "Em 2014, voltaremos a crescer na taxa de 4% com o meta básica, porque economias de países parceiros do Brasil, com Estados Unidos, Índia e Russia também melhoraram".

Além do crescimento de 1,5% anunciado, o IBGE constatou aumento na taxa de investimento em percentual do PIB, que  subiu de 17,9% no segundo trimestre de 2012 para 18,6% no segundo trimestre deste ano.

Sobreira considerou o resultado bom, pois ficou acima do que alguns analistas esperavam. Para ele, a manutenção dos investimentos, diferentemente das estimativas do início do ano - quando se esperava que a taxa se mantivesse fraca - é um bom indicador. “No segundo trimestre, os investimentos vêm forte e aparentemente sinalizam recuperação”.

 Para Sobreira, o consumo das famílias, que vinha muito bem nos dois últimos trimestres de 2012 e depois enfrentou uma queda no inicio do ano, voltará a crescer.

“Olhando um número tão agregado como esse, eu diria que pode estar havendo um movimento de, com as famílias pagando as dívidas, elas voltarem, ainda que lentamente, a consumir”, disse o professor.

Rogério Sobreira entende que, se houver a combinação da recuperação dos gastos das famílias com os investimentos, existe uma expectativa muito positiva em relação ao PIB deste ano. “Acho que muitos analistas que vinham fazendo previsões até abaixo de 2% terão que rever as suas previsões”.

Com AgBr

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