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Maranhão avalia e planeja novas ações de combate ao mosquito Aedes aegypti

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Maranhão avalia e planeja novas ações de combate ao mosquito Aedes aegypti

Antes que o período chuvoso comece, as equipes da Secretaria de Estado da Saúde (SES) que trabalham no enfrentamento da proliferação do mosquito Aedes aegypti, para evitar a infestação das doenças ocasionadas por ele, como a dengue, o zika vírus e a chikungunya, já começaram a planejar as ações que serão desenvolvidas no ano de 2017.

Até a 41ª semana epidemiológica de 2016, foram notificados no estado 22.981 casos de dengue, 7.170 casos de chikungunya, e 4.670 do zika vírus. Os eixos de combate ao mosquito envolvem – além das ações de prevenção e promoção de saúde – um trabalho de infraestrutura e educação em saúde, além de um esforço conjunto de toda organização social.

Em reuniões realizadas pela SES nos dias 19 e 20 de outubro, com gestores regionais de saúde, secretários municipais e chefes dos núcleos de controle vetorial dos 27 municípios com maior incidência das doenças, foi possível avaliar o que foi desenvolvido e programar os trabalhos de enfrentamento. Para esclarecer os novos gestores municipais, será enviada uma cartilha com todas as orientações sobre o que tem sido desenvolvido pelo estado, para que haja interação com os resultados consolidados e aceitação das novas propostas.

“É muito importante esse momento de avaliar o que foi feito para mensurar os resultados. Temos planejado inúmeras ações de enfrentamento para que não se tenha a surpresa que tivemos no início de 2016 e estejamos prevenidos, no sentido de garantir a diminuição da incidência das doenças vinculadas ao mosquito Aedes e, nos casos de infecção, tenhamos o mínimo de mortalidade possível”, esclarece o secretário adjunto da Política da Atenção Primária e Vigilância em Saúde, Marcelo Rosa.

Plano de enfrentamento

Em 2016, os recursos foram destinados para o plano de enfrentamento da epidemia. O trabalho de inspeção foi feito nas residências, com rigor nos pontos estratégicos, como construções, ferro-velho, cemitérios, clubes, escolas, repartições públicas e ginásios esportivos.

Apenas nos dois primeiros meses do ano, cerca de 1.239.130 imóveis já haviam sido visitados por técnicos da SES juntamente com militares do exército, o que representa 83,84% do total de 1.477.966 em todo o Estado.

Durante todo o ano, parcerias com instituições públicas e privadas possibilitaram ciclos de palestras sobre formas de prevenir a proliferação do mosquito. Em caráter emergencial, todas as regionais tiveram carros UVB (fumacê). Com o planejamento estratégico será feita a otimização dos custos.

Em novembro será intensificado o recolhimento de embalagens e pneus, leilão de veículos apreendidos e desmontagem de veículos  inservíveis, apoio e monitoramento da realização do LIRAa nos 53 municípios prioritários, aplicação de inseticida Ultra Baixo Volume (UBV) nos municípios  com infestação  acima  de   3%, conforme resultado do LIRAa. Também será realizada a ação nos municípios com comprovada ocorrência de surto, capacitação de 120 supervisores de campo, e incentivo à criação de brigadas de inspeção predial nas instituições públicas estaduais, com treinamento pelos Programas Estadual e Nacional de Controle de Doenças (PECD e PNCD).

Segundo o secretário adjunto, em 2017, quatro regionais terão função central de UVB, que antes era concentrado na regional de Rosário. E ainda, a questão da microcefalia terá uma atenção especial. “Reunimos com o departamento de Saúde da Criança para tratar as ações relacionadas à microcefalia e traçar como se consolidará a continuidade dessa assistência no ano que vem, como serão ofertados os repelentes para as grávidas e articular que as famílias tenham atendimento adequado”, esclareceu.

Para janeiro já está programada capacitação sobre ações da Vigilância Epidemiológica da dengue, zika e chikungunya e suas consequências, voltada para as Coordenações de Vigilância, Atenção Primária, Rede de Assistência Hospitalar e Laboratório dos municípios da URS Pinheiro.

Além disso, haverá a intensificação de busca ativa de casos de microcefalia para reduzir subnotificação e capacitação de 76 profissionais de saúde para atender e acompanhar as crianças.

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