Maranhão integra estudos nacionais para eliminação da elefantíase no país

O Maranhão vai integrar o dossiê nacional dos Estados que conseguiram controlar e eliminar a Filariose linfática (elefantíase).
A primeira reunião para resgatar o trabalho de interrupção da cadeia de reprodução do vetor foi realizada na manhã desta quinta-feira (10), na Superintendência de Vigilância Epidemiológica e Controle de Doenças da Secretaria de Estado da Saúde (SES), e contou com a presença de técnicos da SES, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) de Pernambuco e do Ministério da Saúde (MS).
A superintendente de Vigilância Epidemiológica e Controle de Doenças, Léa Márcia Melo da Costa, disse que os técnicos estaduais vão contribuir com a elaboração do dossiê, fornecendo os subsídios necessários. “Os últimos casos notificados em São Luís datam de 1977, quando a Sucam fez um levantamento e encontrou 49 casos. Eles foram tratados e não tivemos mais novas notificações. Vamos resgatar estes trabalhos realizados, por meio de fotos e documentos oficiais, para que possamos contribuir para que o país obtenha oficialmente a certificação de isenção da doença”, explica a superintendente.
Karina Silva Fiorillo, da coordenação geral de Hanseníase e Doenças em Eliminação do Ministério da Saúde, disse que em 1997, durante a 5º Conferência Mundial de Saúde, a Organização Mundial de Saúde (OMS) lançou o Plano Global de Eliminação da Filariose (PELF) como problema de saúde pública até 2020.
Ela conta que o dossiê nacional terá uma apresentação sistemática das evidências da ausência de transmissão da Filariose de todo o país, e deverão conter as características geográficas e econômicas, sistemas de saúde e visão global do programa da doença. “No capítulo de cada Estado contará as suas características gerais, geográficas e econômicas, populacionais, IDH, saneamento e melhorias ambientais”, adiantou Karina Fiorillo.
Na descrição detalhada dos estados, também contará com mapas contendo focos de transmissões passados e atuais; revisão dos dados de prevalência e intensidade da infecção em humanos; revisão dos dados de prevalência da infecção em mosquitos vetores; doença filarial clínica; distribuição geográfica e prevalência, e ainda o acesso ao tratamento de linfedema e hidrocele.
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