Maranhense é a oitava vítima do desabamento de prédio, em São Paulo

Os bombeiros de São Paulo avançam por 24 horas na busca ininterrupta de sobreviventes do desabamento de prédido na zona leste da capital paulista, ocorrido na manhã de terça-feira (27). O maranhense Felipe Pereira dos Santos, de 20 anos, foi a oitava vítima fatal encontrada pelas equipes de resgate no meio da noite de terça-feira. Outros dois parentes de Felipe sobreviveram ao soterramento porque foram encontrados cinco horas antes.
A tia de Felipe, Thais Feitosa, procurou o rapaz com a ajuda do programa da Record, o Fala Brasil, na manha de terça-feira. Ela disse que as três pessoas de sua família moravam em Imperatriz e que haviam chegado a São Paulo um dia antes da tragédia.
Operários de Barra do Corda também estariam entre as vítimas do desabamento, segundo informou a secretária de Assistência Social do município, Jaine Milhomen. Os bombeiros paulistas ainda não confirmaram a informação.
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Dados preliminares apontam que cerca de 35 pessoas estavam na construção no momento em que a laje de concreto entrou em colapso.
As buscas continuam: 25 pessoas já foram retiradas dos destroços com vida. O Corpo de Bombeiros conta com cães farejadores para agilizar a identificação do ponto onde os escombros estão sendo removidos.
A obra na avenida Mateo Bei não tinha alvará de execução, segundo informações divulgadas pela Prefeitura de São Paulo. A construção sem inspeção oficial pretendia instalar elevadores e escadas nos dois pavimentos. Uma empresa de confecção seria a responsável direta pelo construção, segundo nota da Prefeitura.
A empresa foi multada em R$ 103.500,00, em abril, quando os fiscais constataram que a obra estava sendo realizada sem a e expedição de alvará técnico.
No início da manhã desta quarta-feira, cães farejadores foram levados ao local para ajudar na busca de duas pessoas que seguem desaparecidas. Ao todo, 25 pessoas ficaram feridas no acidente na Avenida Mateo Bei. Elas foram levadas para hospitais da região.
De acordo com os Bombeiros, a obra estava em andamento há pelo menos três meses. A estrutura da área – aproximadamente mil metros quadrados, onde funcionaria uma loja de roupas entrou em colapso. Antes da construção, existia no local um posto de combustíveis.
As causas do desabamento ainda são desconhecidas e serão investigadas pela Polícia Civil e pelo Ministério Público. A Defesa Civil interditou quatro residências e dois imóveis comerciais que também foram atingidos pela ruptura da estrutura.
Na reportagem abaixo o corpo de Felipe Santos ainda não tinha sido encontrado.
Com AgBr
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