Maranhense participa do 1º curso de Especialização em Acessibilidade Cultural do Brasil

O primeiro curso de Especialização em Acessibilidade Cultural ministrado no país está sendo realizado na UFRJ desde abril de 2013, em parceria com a Secretaria da Cidadania e da Diversidade Cultural do Ministério da Cultura.
A turma é composta por alunos de todas as partes do país e o Maranhão também participa, com a representante Alessandra Gomes, a Pajama, membro do Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência, produtora cultural e ex funcionária do Hospital Sarah Kubitschek.
Em entrevista ao Portal SuaCidade.com, Pajama apresentou um dado alarmante: ¼ da população brasileira é formada por pessoas com alguma deficiência. No Maranhão temos mais de 1 milhão de pessoas com deficiências e em São Luis, mais de 200 mil.
"O foco da especialização é formação de agentes culturais em processo que facilitem a vida de de deficientes brasileiros. A meta é criar projetos inclusivos para artistas, produtores e até plateia", disse Pajama, que trabalha com direitos de acessibilidade há 14 anos.
Segundo a produtora cultural, "ainda falta informação na sociedade como um todo e há certo preconceito quando falamos de pessoas com deficiência e os espaços utilizado por elas. Ainda existe o mito que acessibilidade é somente rampas e banheiros, quando na verdade o leque é muito mais amplo", explica Pajama.
“Inclusão é trabalhar pessoas com e sem deficiência em igualdade de oportunidades, garantindo políticas públicas de inclusão e acessibilidade cultural. Essa é a grande pegada do curso; é o que me deixa mais honrada de fazer parte dele", diz Pajama.
Alessandra acredita que a inclusão social da pessoa com deficiência em espaços e equipamentos culturais é um direito constantemente negado, quer seja por falta do cumprimento das leis ou o despreparo de alguns gestores e produtores culturais quanto a questão da acessibilidade, para que esses espaços e eventos culturais possam garantir a franca participação do público.
Os alunos do curso, que hoje conta com 52 pessoas, realizaram uma Conferência Livre de Cultura - e dela, 40 propostas foram encaminhadas para a o MINC, para que sejam discutidas na Conferência Nacional de Cultura, que será realizada em novembro em Brasília.
A secretária da Cidadania e da Diversidade Cultural do Ministério da Cultura, Márcia Rollemberg recebeu as propostas e considera o curso um marco na construção de políticas públicas para o setor, já que "dessa turma sairão os primeiros especialistas em acessibilidade cultural do país".
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