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Marina acerta filiação com PSB de Roberto Rocha e Eduardo Campos, segundo fonte do partido

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Marina acerta filiação com PSB de Roberto Rocha e Eduardo Campos, segundo fonte do partido

Segundo informações da executiva do PSB, a ex-senadora Marina Silva anuncia sua filiação ao partido na tarde desse sábado às 15 horas. As negociações com o presidenciável Eduardo Campos, governador de Pernambuco e presidente da legenda, começaram logo após a derrota de Marina no TSE, que não emitiu a ela o registro do novo partido com validade para disputar as eleições 2014.

Especula-se dentro do PSB que Marina Silva possa vir a ser vice-presidente na chapa pura, encabeçada pelo governador pernambucano, Eduardo Campos. A ex-ministra e ex-senadora Marina Silva obteve 20 milhões de votos nas eleições de 2010. Ela aparece em segundo lugar nas pesquisas de intenção de votos atrás da presidente Dilma Rousseff.

Marina perde no TSE

Por 6 votos a 1, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) negou registro ao partido Rede Sustentabilidade, fundado pela ex-senadora Marina Silva. Os ministros entenderam que a legenda não conseguiu o mínimo de 492 mil assinaturas de apoiadores exigido pela Justiça Eleitoral. Com a decisão, o partido não poderá participar das eleições do ano que vem. O prazo final para registro de partidos termina sábado (5).

De acordo com a relatora, ministra Laurita Vaz, a Rede cumpriu todos os requisitos para o registro de partido, exceto a entrega do número mínimo de apoios validados pelos cartórios. O voto da relatora foi seguido por seis dos sete ministros. O ministro Gilmar Mendes foi o único a favor do registro.

Para o TSE, a Rede comprovou ter o apoio de cerca de 442.524 – cerca de 50 mil apoios a menos do que o exigido. O advogado da Rede, Torquato Jardim, defendeu em sua sustentação que outras 95 mil assinaturas fossem consideradas, pois foram rejeitadas sem justificativa pelos cartórios eleitorais.

A ministra, no entanto, acolheu a recomendação do vice-procurador geral eleitoral, Eugênio Aragão, de que não seria razoável pedir que os cartórios fizessem uma discriminação individualizada da negativa de cada uma dessas assinaturas.

O ministro João Otávio de Noronha, que tomou posse nesta semana, disse que "não há aqui o menor espaço de flexibilização de interpretação da norma". Ele afirmou que, mesmo que Marina esteja em segundo lugar nas pesquisas de intenção de voto, não há como contornar a exigência da lei.

No senado diversos parlamentares criticaram a decisão da justiça eleitoral de não conceder registro ao partido da ex-ministra. Mas para o presidente da casa, Renan Calheiros, do PMDB de Alagoas, faltou mobilização por parte da ex-candidata à presidência da república.

“A decisão era uma decisão esperada. Infelizmente, com essas facilidades, a Marina, mesmo assim, não conseguiu criar o seu partido. Isso é muito ruim. E ao não criar o seu partido, ao não conseguir criar o seu partido, a Marina, infelizmente, demonstrou incapacidade de mobilização e de organização.”

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