El Niño deve provocar calor extremo e reduzir chuvas no Maranhão
Fenômeno climático eleva temperaturas no Oceano Pacífico, trazendo ar seco ao Nordeste e exigindo cuidados redobrados com a saúde.

O fenômeno climático El Niño deve alterar o padrão de temperaturas e precipitações no Maranhão nos próximos meses. Caracterizado pelo aquecimento atípico das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial acima da média climatológica, o fenômeno provoca impactos distintos pelo território brasileiro: enquanto estimula chuvas intensas em porções do país, a previsão para o estado maranhense é de calor extremo e estiagem.
Impactos ambientais e no setor agrícola
De acordo com o meteorologista Gunter Reschke, o El Niño gera ventos quentes e secos sobre a região Nordeste, o que atua diretamente impedindo a formação regular de nuvens de chuva.
As principais consequências previstas e monitoradas para o estado do Maranhão incluem:
Redução significativa no volume de chuvas;
Elevação das temperaturas médias;
Diminuição dos níveis de rios, açudes e reservatórios hídricos;
Prejuízos para o desenvolvimento da agricultura local;
Aumento do risco de focos de queimadas e incêndios florestais.
Oscilações climáticas e reflexos na saúde pública
Além das consequências ambientais e econômicas, o período de transição climática exige atenção à saúde humana. A médica Rebeca Nogueira esclarece que as variações abruptas de temperatura e umidade não causam infecções de forma direta — uma vez que resfriados, gripes e outras patologias dependem da transmissão de vírus ou bactérias por gotículas e superfícies.
No entanto, a especialista ressalta que essas oscilações alteram as condições das vias aéreas corporais.
Essa oscilação de temperatura e de umidade deixa a via aérea um pouco mais exposta e suscetível em algumas pessoas", detalha.
Recomendações de cuidados e hidratação
Devido às características geográficas de cidades litorâneas como São Luís, que associam calor constante a índices elevados de umidade, a recomendação médica orienta a prevenção contra quadros de desidratação severa. Sintomas como tonturas, náuseas, cefaleia e suor excessivo servem de alerta para buscar ambientes arejados.
Para mitigar os efeitos do calor extremo na pele e no organismo, as principais diretrizes são:
Intensificar o consumo diário de água;
Evitar a exposição direta ao sol entre 10h e 16h;
Utilizar filtro solar regularmente e priorizar o uso de roupas térmicas protetoras.
Em casos de evolução dos sintomas para episódios de desmaio ou confusão mental, a orientação é procurar atendimento médico em unidades de pronto atendimento.
Confira os detalhes na reportagem completa de Paulo Pontes, para a TV Cidade | RECORD.
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