Mensalão tucano: Janot pede condenação do ex-governador Eduardo Azeredo

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a condenação do deputado federal Eduardo Azeredo (PSDB-MG) na Ação Penal 536, o chamado mensalão mineiro.
Na denúncia encaminhada nesta sexta-feira (7) para o ministro Roberto Barroso – relator do processo – Janot pede que Azeredo seja condenado pelos crimes de peculato e lavagem de dinheiro, cujas penas somariam 22 anos de prisão, mais multa de R$ 451.052.
Na ação penal, são investigadas denúncias de desvio de dinheiro público durante a campanha do então governador de Minas Gerais, que disputava a reeleição, em 1998. Segundo a procuradoria, Azeredo teria se beneficiado de recursos oriundos de um esquema que envolvia a empresa SMP&B, de propriedade do publicitário Marcos Valério, condenado na Ação Penal 470, o processo do mensalão. Nas considerações finais da ação, Barroso qualificou que Eduardo Azeredo feriu “gravemente a paridade de armas no financiamento das despesas entre os candidatos, usando a máquina administrativa em seu favor de forma criminosa”.
Em nota, a assessoria de Eduardo Azeredo afirmou que as alegações finais da PGR ainda são desconhecidas pelo deputado e manifestou “estranheza com a contradição entre o relatório da Procuradoria e as provas apresentadas ao processo”. Afirmou ainda a inocência do acusado alegando que “a aquisição de cotas de patrocínio por estatais mineiras não é alçada de um governo de Estado e não houve sua determinação para que ocorresse”.
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