Mergulhadores resgatam mais de 130 corpos em naufrágio na Itália; há 250 desaparecidos

Mergulhadores italianos continuam as buscas por corpos de vítimas de um naufrágio ocorrido na madrugada desta quinta-feira, a 205 Km da Sicília, Sul da Itália. Mais de 130 corpos foram resgatados nas últimas 10 horas, entre mulheres grávidas, crianças e homens. Cerca de 250 pessoas estão desparecidas. O incidente aconteceu a 500 metros da praia e o barco desceu a 40 metros de profundidade.
Até o final desta quinta-feira, cerca de 159 pessoas haviam sido resgatadas com vida, bastatante desidratadas.
A governadora da ilha qualificou a cena que viu como um “horror contínuol” a chegada dos corpos resgatados pelos mergulhadores da Marinha da Itália. Lampedusa é considerada a porta de entrada da Europa, pelo Mar Mediterrâneo e fica a 130 km da Costa Africana.
Os passageiros são refugiados da Líbia, Síria e da Eritreia. Dois barcos já haviam ancorado em Lampedusa na quinta-feira pela madrugada com centenas de passageiros.
De acordo com informações preliminares, os passageiros ficaram à deriva no oceano e não conseguiam socorro durante a madrugada. Sem esperança de serem vistos no escuro, alguém teve a ideia de fazer uma fogueira no deck, o que provocou um incêndio. Apavorados, vários passageiros se lançaram no mar e acabaram morrendo mesmo antes de o barco afundar.
Segundo infomações da Guarda Costeira, os passageiros eram imigrantes ilegais vindos da África. O naufrágio aconteceu próximo à Ilha de Lampedusa, já em águas italianas. Estima-se que 500 pessoas estavam a bordo no momento do naufrágio, por causa desconhecida. O excesso de peso pode ter sido a causa principal do incidente.
O governo italiano vai decretar luto nacional pela tragédia.
O papa Francisco qualificou o acidente como uma grande vergonha:
“Não posso não deixar de mencionar as numerosas vítimas deste naufrágio. A palavra que me vem à cabeça é vergonha”, disse o pontífice no fim de seu discurso no Conselho Pontifício de Justiça e Paz.
Problemas para abrigar mortos e sobreviventes na ilha
A governadora de Lampedusa, Giusi Nicolini, disse que a ilha não tem a infraestrutura necessária para abrigar os sobreviventes e os vários corpos retirados do mar. Nicolini informou que os cadáveres estão armazenados em um cais da ilha, enquanto outras soluções estão sendo analisadas, como o uso de um hangar do aeroporto.
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