Ministério Público vai pedir o fim da torcida Gaviões da Fiel

Diante dos conflitos entre torcedores de Corinthians e Vasco durante a partida do último domingo (25), em Brasília, o Ministério Público do Estado de São Paulo vai pedir a dissolução da torcida organizada corintiana Gaviões da Fiel pelo descumprimento do termo de ajustamento de conduta assinado em 2011 por mais de 50 torcidas organizadas, inclusive a Gaviões.
Esta não é a primeira vez que o pedido será feito. Isso já havia acontecido em 2012, depois que membros da Gaviões e da Mancha Alviverde, do Palmeiras, terem brigado antes de um jogo do Campeonato Paulista daquele ano, na Avenida Inajar de Souza, Zona Norte de São Paulo. Na ocasião, dois torcedores palmeirenses foram assassinados.
Assim como em 2012, também será cobrada uma multa de R$ 30 mil da Gaviões. A primeira multa ainda não foi paga. Os participantes identificados no incidente em Brasília, entre eles Raimundo Cesar Faustino, conhecido como Capá, vereador do município paulista de Francisco Morato pelo PT e Leandro Silva de Oliveira, um dos 12 torcedores corintianos presos no início deste ano na cidade boliviana de Oruro, devem ser investigados pelas autoridades do Distrito Federal.
O promotor Roberto Senise, que anunciou a punição em entrevista coletiva nesta terça-feira, na sede do Ministério Público na capital paulista, espera com essa punição que a organizada corintiana informe os nomes das pessoas envolvidas em conflitos que venham a acontecer.
"Não queremos acabar com a festa nos estádios. O problema é que impera uma lei de silêncio entre os torcedores", declarou Senise.
Caso fosse extinta, a Gaviões teria que mudar de nome e de razão social, o que já aconteceu anteriormente com a Mancha Verde, agora Mancha Alviverde, em 1995 e com a são-paulina Independente, agora Tricolor Independente, em 1998.
Segundo o promotor, o contexto no qual essas duas torcidas foram dissolvidas é muito parecido com o atual. A decisão está nas mãos da Justiça.
O Ministério Público não demonstra muita confiança de que a medida se repita com a Gaviões, mas espera que essa ameaça resulte em um maior controle da direção da organizada sobre seus membros envolvidos em atos de violência.
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