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Missão conjunta chega à Síria e inicia apuração de armas químicas

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Missão conjunta chega à Síria e inicia apuração de armas químicas

Uma equipe das Nações Unidas e da Organização para Proibição de Armas Químicas (Opcw, na sigla em inglês) chegou a Damasco, capital da Síria, nesta terça-feira (1).

A equipe internacional que chegou à Síria para inspecionar as armas químicas começou hoje (2) o trabalho de verificação da lista de locais de armazenamento fornecida pelo governo. O grupo fará alguns testes prévios à destruição das armas.

O grupo de inspeção tem 19 integrantes encarregados do trabalho de destruição das armas químicas e 14 representantes da Organização das Nações Unidas (ONU).

A missão está iniciando os trabalhos no país quatro dias após o Conselho de Segurança (foto) ter condenado o uso de armas químicas na Síria, por unanimidade, numa resolução aprovada na sexta-feira (27).

A resolução 2118 endossa um plano para iniciar o processo de destruição do programa de armas químicas no país árabe. A missão conjunta inclui 19 inspetores da Organização e 14 funcionários da ONU. Logo na chegada, a equipe estabeleceu uma base logística para iniciar seus trabalhos. Os especialistas devem verificar as informações fornecidas pela Síria, e ajudar o país na fase inicial da tarefa de eliminação da produção de armamentos químicos.

O Conselho Executivo da Opcw e o Conselho de Segurança decidiram completar o trabalho até 1º de novembro. Os dois pretendem que o estoque de armas químicas da Síria esteja inteiramente eliminado no primeiro semestre do próximo ano.

Ainda nessa terça-feira, em uma reunião promovida pelo Alto Comissariado da ONU para Refugiados, Acnur, a comunidade internacional adotou um acordo para reduzir o impacto econômico dos países que abrigam refugiados sírios. Segundo o Acnur, mais de 2 milhões de civis deixaram a Síria e buscaram abrigo em outras nações, principalmente no Iraque, na Jordânia, no Líbano e na Turquia.

Ao final do encontro em Genebra, os 135 países do Comitê Executivo do Acnur definiram o apoio urgente em cinco áreas: a primeira é a ajuda direta aos governos das nações vizinhas à Síria. Foi também acordado apoio financeiro e em bens materiais para os refugiados; assistência às comunidades que acolhem os sírios, para que haja melhoria nos serviços, na segurança e na infraestrutura.

O Acnur acredita que mais de 4,2 milhões estão deslocadas dentro da Síria e cerca de 2 milhões foram registrados como refugiados nos países da região ou esperam pelo registro. A crise na Síria afeta toda a região, com queda no mercado de trabalho, nos salários e aumento dos preços.

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